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A Roupa Nova do Colesterol

A História do Colesterol e o Mito de Morte

A Roupa Nova do Rei

A Roupa Nova do Rei

Como na história da “Roupa Nova do Rei”, todo mundo via que o rei estava nú mas a propaganda dos alfaiates fazia com que todo mundo dissesse ‘como era linda a roupa do monarca’, até que um único e ingênuo menino que não sabia da vaidade gerada pela trapaça, desmascarou o jogo e o rei se viu nú…

Um dos maiores engodos da mídia da indústria farmacêutica diz respeito aos medicamentos para reduzir o colesterol do sangue. Somos atualmente bombardeados pela idéia de que o colesterol é o principal responsável pelos infartos cardíacos e derrames cerebrais e que a sua redução garante mais saúde e longevidade.

Placa ateromatosa

Placa ateromatosa

Vamos ver ao longo destas páginas que isto é um grande engano, desenvolvendo novas formas de avaliar este tema. Lembre-se do conceito da “versão do vencedor” que coloquei no início deste site; eu chamo a isto a “regra do jogo”: se você quer jogar, tem que aceitar as regras do jogo em questão. E atualmente a regra é o que dá lucro; o capitalismo vem dominando o mundo e “ganhar cada vez mais” é o mote mundial. O egoísmo desenfreado e a busca pelo prazer e pela felicidade a qualquer preço é o que move o mundo atualmente, embalado e estimulado pelo marketing, a “arte de criar necessidades”.

"Santo remédio"

"Santo remédio"

Para começarmos a abrir nossas mentes para a possibilidade de outras idéias, vou colocar abaixo quatro reportagens e pesquisas que abalam as crenças comuns.

De onde vem o colesterol? [1]

- Da alimentação com aproximadamente 30% do colesterol.

- E da produção do nosso fígado com 70% do colesterol do nosso corpo.

Funções do colesterol:

  • Construção e manutenção das membranas celulares;
  • Participa na produção de hormônios esteróides (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona, estrogênio, etc);
  • Participa na produção de ácidos biliares. Os ácidos biliares são armazenados na vesícula biliar e liberados no intestino quando o nosso corpo percebe a presença de gorduras neste local. Pois os ácidos biliares vão ajudar a digerir a gordura que ingerimos através da alimentação;
  • Fundamental na produção da vitamina D (e a vitamina D é essencial no processo de formação óssea).

Maior parte dos infartados possui colesterol normal [2]

Um novo estudo realizado nos EUA aponta que quase 75% dos pacientes que foram hospitalizados depois de sofrer um infarto estavam com os níveis do LDL (colesterol ruim) considerados normais — abaixo de 100 mg/dL –, o que está de acordo com as diretrizes atuais.

O estudo foi realizado na Universidade da Califórnia e publicado na edição de janeiro do “American Heart Journal”. Os pesquisadores analisaram 136.905 pacientes que foram hospitalizados entre 2000 e 2006 em 541 hospitais do país.

Já existem alguns estudos brasileiros que seguem a mesma linha e apontam que em cerca de 50% dos casos de infarto o colesterol dos pacientes está normal. Por isso, os resultados americanos voltam a colocar em discussão a intenção dos cardiologistas de reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL) em pacientes que possuem fatores de risco associados, como diabetes, tabagismo, hipertensão arterial, obesidade ou hereditariedade.

Hoje, as diretrizes nacional e internacional de cardiologia apontam que um paciente sem histórico ou risco associado deve manter o colesterol ruim abaixo de 130 mg/dL. Quem tem histórico de doença cardíaca deve manter os níveis do colesterol abaixo de 100 mg/dL.

“Há algum tempo existe uma discussão para reduzir os níveis do colesterol ruim de 100 mg/dL para 70 mg/dL. O novo valor ainda não consta das diretrizes, mas já é preconizado por muitos médicos. Quanto mais baixo, melhor”, diz o cardiologista Marcelo Sampaio, do Instituto Dante Pazzanese.

O cardiologista Ari Timerman, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) afirma que o colesterol é um importante fator de risco cardíaco, mas não pode ser olhado isoladamente nos casos de infarto. “Muitas pessoas têm outros fatores importantes associados, como doença cardíaca preestabelecida, diabetes, tabagismo, obesidade”, disse.

Segundo Sampaio, embora exista a discussão sobre baixar os níveis de colesterol para pacientes com histórico, ainda há resistência porque o tratamento tem que ser obrigatoriamente medicamentoso e ainda não se sabe o limite adequado.

“Será que um paciente com colesterol ruim 20 está mais protegido que o paciente que está com 70? Ou será que ele tem os mesmos benefícios?”

O cardiologista Luiz Antonio Machado César, diretor da Unidade Clínica de Coronariopatias Crônicas do InCor (Instituto do Coração), diz que existe risco de infarto mesmo para aqueles pacientes que tomam remédios para controlar o colesterol.

“O fato de uma pessoa tratar e baixar o colesterol não significa que ela eliminou o risco de sofrer um infarto. O paciente apenas reduziu os riscos em cerca de 30%”, disse.

É preciso também controlar os outros fatores associados, como diabetes, hipertensão, tabagismo e obesidade.

O estudo também mostrou que 54,6% dos pacientes estavam com o HDL (colesterol bom) abaixo de 40 mg/dL – o que também é ruim. Hoje, é preconizado um HDL superior a 45 mg/dL para homens e 55 mg/dL para mulheres.

“O HDL é um fator de proteção contra doenças cardiovasculares. Ele baixo é tão ruim para o organismo quanto o LDL alto”, disse César.

Artimanhas da indústria farmacêutica [3]

Você ainda acredita na indústria farmacêutica, ou em qualquer outra? Se acredita, leia; se não acredita, leia também:

O New York Times de 14/1/08 publicou uma matéria que desmascara as intenções dos fabricantes de medicamentos.

Um teste clínico do Zetia, uma droga redutora do colesterol, prescrita para um milhão de pessoas por semana, não conseguiu comprovar nenhum benefício médico da droga, revelaram a Merck e a Schering-Plough.

Os resultados aumentam as preocupações acerca do Zetia e do Vytorin (Ezetimiba + Sinvastatina), uma droga que combina o Zetia com outro redutor de colesterol em uma pílula só. Cerca de 70% dos pacientes que tomam Zetia o fazem na forma do Vytorin, combinação do Zetia com o já bem antigo Zocor (Sinvastatina).

Embora o Zetia reduza o colesterol entre 15 e 20% na maioria dos pacientes, não há evidências de que possa diminuir os ataques cardíacos e infartos, ou nem mesmo de que reduza o crescimento das placas de gordura nas artérias.

O teste pretendia mostar que o Zetia podia reduzir o crescimento das placas (ateromas). Em vez disso, as placas, na verdade, crescem mais rápido em pacientes tomando Zetia juntamente com o Zocor do que naqueles que tomavam apenas o Zocor.

Pacientes no teste clínico que tomaram a combinação de Zetia com Zocor o faziam na forma do Vytorin.

Dr. Steven Nissen, da Cleveland Clinic, disse que os resultados são “chocantes”. Pacientes não devem receber prescrição do Zetia a menos que outras drogas anticolesterol tenham falhado, disse. “Milhões de pacientes podem estar tomando um droga que não lhes traz nenhum benefício, aumentando o risco de ataques cardíacos e expondo-os a efeitos colaterais potenciais.

Os resultados também aumantam a controvérsia sobre a demora em liberar os resultados do teste, conhecido como Enhance. A Merck e a Schering-plough terminaram o teste em abril de 2006, e planejavam divulgá-los só em março de 2007, mas desrespeitaram vários prazos estabelecidos por elas mesmas, dizendo não idéia sobre a data em que seria publicado.

Mês passado, após vários artigos acusarem a demora, elas finalmente decidiram divulgar os resultados “em breve”.

As duas companhias dividem o mercado do Zetia e do Vytorin, e os analistas calculam que 70& do lucro da Schering depende destes produtos. E a Merck é a responsável pelo Vioxx, retirado do mercado americano em setembro de 2004.

Os efeitos da maior ou menor agressividade na redução do LDL quanto a progressão da placa arterial [4]

Pesquisadores do Beth Israel Medical Center examinaram o desenvolvimento da placa coronária em 182 pacientes que tomaram estatinas para redução do nível do colesterol. Um grupo de pacientes tomou uma dose mais agressiva (>/= 80 mg/dl) enquanto outro grupo tomou uma dose menor (<80 mg/dl).

Usando a tomografia computadorizada por feixe de elétrons, os pesquisadores mediram a placa em todos os pacientes antes e após o estudo que durou mais de um ano. A despeito do sucesso na redução dos lipídios nos dois grupos, não aconteceram diferenças na progressão da calcificação da placa (9.3%/ano vs 9.1%/ano).

Os autores concluíram que, com relação a redução do colesterol LDL, “quanto mais baixo é melhor” não é suportado por mudanças no progresso de calcificação da placa. Estudo posterior, igualmente usando a tomografia computadorizada por feixe de elétrons, confirmou que a terapia através de estatinas é incapaz de atenuar a progressão da calcificação arterial coronária após 12 meses (80, 155).

As estatinas e a redução na mortalidade total e nos eventos coronários x nível do colesterol

Estudo realizado no Japão envolveu 47.294 pacientes com colesterol elevado, os quais tomaram Sinvastatina (5-10 mg/dia) durante 6 anos, sendo monitorados dentro de condições padrão. O objetivo desse estudo, denominado J-LIT (36), foi o de determinar a ocorrência de eventos coronários e sua relação com as concentrações de lipídios no sangue durante o tratamento com baixas doses de sinvastatina.

Como resultado o J-LIT não mostrou nenhuma existência de correlação entre o montante da redução de LDL e a taxa de mortalidade entre os pacientes, os quais foram agrupados pelo nível de redução conseguido no LDL (Figura). Alguns deles não tiveram redução nos níveis de LDL enquanto outros tiveram uma queda moderada e outros tiveram reduções mais largas no LDL.

Os grupos no J-LIT que obtiveram os níveis mínimos de colesterol, <160 e 170 ± 10mg/dL, tiveram acima do dobro das taxas de mortalidade daqueles com 240 ± 20mg/dL.

Quanto menor o LDL, maior a Mortalidade!

Quanto menor o LDL, maior a Mortalidade!

OS DESAFIADORES GRÁFICOS QUE RELACIONAM TAXAS DE COLESTEROL COM LONGEVIDADE [5]

Os gráficos abaixo, baseados em dados bastante atuais relacionam três aspectos de qualidade de vida de 86 países, utilizando estatísticas que inclui a OMS – Organização Mundial da Saúde.

Esse primeiro gráfico mostra que quanto maior a taxa de colesterol menor a incidência de doença cardio-circulatória. Isso mesmo doença cardiovascular!!!

Níveis de Colesterol e Números de Infartos (Clique para ampliar)

Níveis de Colesterol e Números de Infartos (Clique para ampliar)

Nesse outro gráfico temos a expressão do Dr. Uffe Ravnskov confirmada: mulheres mais velhas com colesterol mais elevado  vivem MAIS!!!

Níveis de Colesterol e Longevidade em Mulheres (Clique para ampliar)

Níveis de Colesterol e Longevidade em Mulheres (Clique para ampliar)

Nesse terceiro gráfico temos um aspecto interessante sobre mortalidade geral em comparação com o colesterol. Basicamente essa tabela informa que quanto maior a taxa de colesterol médio de uma população MENOR a mortalidade geral dessa mesma população.

Níveis de Colesterol e Mortalidade em Homens (Clique para ampliar)

Níveis de Colesterol e Mortalidade em Homens (Clique para ampliar)

De acordo com esses dados vale a pena se preocupar com o seu colesterol?

Resumo

Alguns (raros) estudos mostram a respeito do colesterol os seguintes fatos que contrariam o “consenso” multibilionário dos laboratórios:

1. 70% do colesterol circulante é fabricado no próprio fígado e isso acontece porque ele é essencial à vida: fabrica as membranas celulares, os hormônios, a mielina dos neurônios, os sais biliares e a vitamina D.

2. 75% dos pacientes que sofreram infarto estavam com os níveis do LDL considerados normais!

3. Apesar de reduzir os lipídeos do sangue, as vastatinas não causam diferenças na progressão da calcificação da placa ateromatosa e possuem importantes efeitos colaterais e até letais!

4. Pesquisas em grandes populações mundiais mostram que quanto maior a taxa de colesterol menor a incidência de doença cardio-circulatória e menor a mortalidade!

[1] [http://www.nutricaofacil.ntr.br/materias_det_view.asp?cod_auto=84]

[2] Fernanda Bassette, da Folha de S. Paulo 21/01/2009

[http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u492645.shtml]

[3] Luiz Leitão – 14 de Janeiro de 2008

[http://detudoblogue.blogspot.com/2008/01/artimanhas-da-indstria-farmacutica.html]

[4] [http://www.infarctcombat.org/polemica-31/icem.html]

[5] [http://www.umaoutravisao.com.br/artigos/colesterol/graficoscolesterol.htm]

25 Responses to “A Roupa Nova do Colesterol”

  1. afonso disse:

    Caro paulo:

    Incrivel essa coletânea de artigos e conclusões que você organizou! seria interessante saber se existe alguma pesquisa de opinião de médicos cardiologistas sobre o assunto! ( pergunto isso porque tudo o mais que leio sobre o assunto indica uma correlação forte entre colesterol e infarto.)

  2. drpaulomaciel disse:

    A questão desta sua proposta só depende de quais “cardiologistas” serão questionados. Digo isso porque todos os estudos que eu coloco no site foram pesquisados e escritos por médicos e cientistas da área. Muitos tem doutorado em suas áreas. Mas são aqueles médicos que questionam o sistema das “verdades científicas”. A grande maioria dos médicos são receitadores de remédios, apenas. Eles não são mal-intencionados; são apenas mal-informados. A maior parte deles acredita que o que os laboratórios fazem é “certo” porque é “científico” e porque segue as regras definidas pelos métodos de pesquisa. Tudo isso não passa de “consensos”, ou “paradigmas”. Eu mostro isto nas outras páginas, tipo “Ciência topa tudo”. O que não dá para fazer é perguntar para uma pessoa de uma linha de pensamento o que ela acha da outra linha… todos serão contra. Ou perguntar numa mesquita ou sinagoga se Jesus salva; todos dirão que não. Mas qualquer igreja cristã dirá que sim. No fundo, tudo é ponto-de-vista. Se não fosse por isso a humanidade teria só uma religião, só uma medicina e só um time de futebol…

  3. Adriana Neves disse:

    Caro Dr. Paulo Maciel,
    Parabéns pela matéria.
    Existem 2 outras páginas interessantes em português no Infarct Combat Project, chegando as mesmas conclusões.
    A primeira apresenta artigo intitulado “O colesterol é inocente” em http://www.infarctcombat.org/polemica-45/icem.html
    A segunda com artigo de Carlos ETB Monteiro, um pesquisador brasileiro, apresenta uma nova tese intitulada?“Ambiente ácido evocado por estresse crônico: Um novo mecanismo para explicar a aterogênese, disponível em http://www.infarctcombat.org/AcidityTheory-p.pdf (texto em português)
    Adriana

    • drpaulomaciel disse:

      Grato, Adriana, pelas sugestões. Espero estarmos num ponto de virada desta grande enganação que a indústria farmacêutica criou na mídia mundial. Ainda vou colocar mais artigos sobre o tema. Quanto à acidez, já estudei bastante o assunto e tratei vários pacientes dentro dos conceitos da Medicina Biológica Alemã e da Oligoterapia Francesa. Abraços.

  4. Parabéns Dr Paulo,
    Caí das nuvens com essa matéria sobre o colesterol… confesso que me tranquiliza pois tenho colesterol considerado alto desde os 16 anos (tenho 51) e vou muito bem obrigada! Tenho hábitos alementares saudáveis, nem por isso meu colesterol baixou.
    Essa sobre a roupa do rei é a mais pura realidade, sempre tem que haver alguém com coragem ou ingenuidade suficiente para falar, simplesmente falar o que todos estão vendo mas não dizem. Eu não tenho medo de nada e digo: Muuuuitos parabéns por essa atitude!! Já estou divulgando!
    Berenice

  5. Dr. Paulo! Mil vezes Parabéns!
    Estou encantada e muito interessada em tudo o que o sr. nos apresentou. Os meios de comunicação nos deixam absolutamente desnorteados com informações muito contraditórias. Nunca sei em quem devo acreditar. A maior massa de informações que recebemos defendem, de fato, os interesses dos laboratórios que não têem nenhum constrangimento em nos destruir para simplesmente aumentar seu faturamento. Estamos sem guia. Elejo-o como tal!

    • drpaulomaciel disse:

      Vivemos num mundo de Matrix, Natalina! A versão oficial da “verdade” é sempre ditada pelo poder estabelecido e ela só muda, mudando quem está no poder. E isso não se aplica apenas aos medicamentos alopáticos; o problema se estende para a política, a religião, a educação, a justiça, etc. Certa vez li que a maioria da humanidade se esforça para obedecer as leis, por medo de ser condenada por Deus e pelo juiz; uma pequena parcela faz as leis, que são os religiosos e os políticos; e uma outra pequena parcela se recusa em obedecer, que são os loucos e os visionários! Bem-vinda ao mundo dos que estão despertando! Abs

  6. Maria de Lourdes Neves disse:

    Parabéns Dr. Paulo, pela matéria. Já havia lido um artigo de uma médica inglesa, Dra.Natacha…sobre o colesterol onde ela coloca como ele sendo vilão só porque foi encontrado na sena do crime. Nesse estudo ela alerta também que os medicamentos para abaixar o colesterol são verdadeiros “ladrões de memória”, e até cita o caso de um ex cientista da Nasa que fez um tratamento com o medicamento Líptor e teve sérios problemas e foi desligado do projeto em que trabalhava, pois estava perdendo sua memória. Inclusive esse cientista escreveu um livro ainda não traduzido em portugues, intitulado: Liptor, o ladrão de Memórias.
    Sou Bioterapeuta e nas minhas observações, essa história inventada pela mídia,nunca me convenceu. Divulgarei esse artigo com prazer e consciência de que as pessoas precisam de mais informações. Maria de Lourdes.

    • drpaulomaciel disse:

      Excelente informação, Maria de Lourdes! Estamos num mundo tipo “Matrix”, onde o poder determina a verdade, as leis e as punições àqueles que se opõem ao regime oficial. Fazer o que, sempre foi assim; mas eventualmente algumas pessoas chegam a um grau de consciência que permite um ponto de mutação e todo mundo evolui junto! Abs, seja bem-vinda!

  7. Eduardo disse:

    Dr Paulo estou com colestero e trigliceris alto, colesterol 457 trigriceris 809, tenho Pai e Mãe cardiopatas isso quer diser que meu organismo e predisposto geneticamente ? qual seria a melhor forma de baixae esses niveis, obrigado

    • drpaulomaciel disse:

      Sim, Eduardo. Seus níveis indicam que seu aumento dos colesteróis tem causa genética. Existem 5 grupos genéticos que podem causar isso. A melhor forma de tratar depende de identificar a qual dos grupos você pertence. E isso se faz medindo todos os colesteróis mais Apolipoproteína A-1 e B e a Eletrofose das Lipoproteínas, ok? Veja um médico da sua cidade que possa pedir os seus exames e lhe oriente a respeito. Abs.

  8. Aida Ribeiro polycarpo disse:

    Sou do Rj e teno colesterol total 263 e trglicerídeos 80. estou tomando Zetia e fiquei preocupada…pode indicar aqui no Rio algum médico paraa eu fazer estes exames? Como se trata então o colesteral alto? E com prevenir as tais placas quee obstruem as artérias…/?Ou não tem jeito?
    Aída Ribeiro Polycarpo

  9. Vera Obrzut disse:

    Dr Paulo, tenho hipercolesterolemia, estava tomando Vytorin, tava controlado, porém um exame do fígado,mostrou destruição de hepatocitos. Aí parei o remédio e os niveis de destruição baixaram. O médico resolveu trocar o remédio,prq nos 40 dias sem remedio,meu colesterol e trigliceridio quase triplicaram, agora tomo Zetia. Daqui ha 2 meses vou refazer o TGO TGP e o Gama GT. Se a destruição voltar…o que faço? Minha mãe morreu aos 45 anos de infarto, com niveis altos de lipidios. Tenho 52 anos, faço atividade física regular, nunca fumei, tenho peso normal, tenho alimentaçào balanceada, naturista e quase vegetariana. Posso me arriscar em deixar o colesterol alto? O Sr tem algum tratamento natural? já faço acupuntura e uso fito.

    • drpaulomaciel disse:

      Oi, Vera!

      A primeira coisa que deveria ser feita no seu caso é identificar que tipo de Hipercolesterolemia você tem, se é genética, familial ou comportamental. Existem 5 tipos de Hipercolesterolemia, a saber:

      LIPÍDIOS Tipo I TIPO II Tipo III Tipo IV Tipo V
      Colesterol total Alto Muito alto Alto N ou alto Alto
      Triglicerídios Muito alto N ou alto Alto Alto Muito alto
      Pré-Beta (VLDL) Muito alto N ou alto Alto Alto Muito alto
      Beta (LDL) Baixo Muito alto Normal Baixo Baixo
      Alfa (HDL) Baixo Normal Normal Baixo Baixo

      Hiperlipoproteinemia Tipo I (Hipertrigliceridemia Exógena; Lipidemia Familial Ácido Graxo-Induzida; Hiperquilomicronemia) – É uma deficiência congênita relativamente rara da atividade de lipoproteína lipase ou de apolipoproteína ativadora de lipase C-II. Nesse caso, há prejuízo na capacidade de remoção ou maior “clareamento” de quilomícrons do sangue.
      Hiperlipoproteinemia Tipo II (Hipercolesterolemia Familial; Hiperbetalipoproteinemia; Xantomatose Hipercolesterolêmica Familial) – É um distúrbio genético do metabolismo de lipídios, caracolesterol totalerizado por colesterol total sérico em associação com xantelasma, xantomas tuberoso e do tendão, arcus juvenilis, aterosclerose acelerada e óbito precoce devido a infarto do miocárdio. Esse distúrbio ocorre mais freqüentemente num padrão familial de um gene dominante com penetrância completa, sendo muito mais grave em homozigotos que em heterozigotos. Parece ser causado por ausência ou deficiência de receptores celulares para LDL, resultando num atraso para “clearance” LDL, aumento nos níveis LDL plasmático e acúmulo do colesterol LDL sobre as articulações, pontos de pressão e vasos sangüíneos.
      Hiperlipoproteinemia Tipo III (Doença Beta Larga; Disbetalipoproteinemia) – É um distúrbio familial menos comum caracterizado pelo acúmulo no plasma de um VLDL -migrante, rico em triglicerídios e colesterol total, associado com xantomas planares (palmares) tuboeruptivos e patognomônicos e uma predisposição característica a aterosclerose prematura grave. Freqüentemente, está associado com anormalidades de apolipoproteína E e deficiência na conversão e remoção da VLDL do plasma. Embora usualmente seja familial, esse tipo de HLP pode ser visto em disproteinemias e hipotireoidismo.
      Hiperlipoproteinemia Tipo IV (Hipertrigliceridemia Endogenosa; Hiperprebetalipoproteinemia) – É um distúrbio comum, freqüentemente de distribuição familial, caracterizado por elevações variáveis de triglicerídios do plasma, contendo predominantemente lipoproteínas de densidade muito baixa (pré-), e uma possível predisposição para aterosclerose. Dependendo do nível de Tg endogenoso utilizado para definir HLP Tipo IV, o distúrbio é comum entre homens de meia-idade.
      Hiperlipoproteinemia Tipo V (Hipertrigliceridemia Mista; Hiperlipidemia Mista; Hiperprebetalipoproteinemia com Quilomicronemia) – É um distúrbio incomum, algumas vezes familial, associado com deficiência de “clearance” de triglicerídios endogenosos e exógenos e com pancreatite ocasionando risco de vida.

      Para estes diagnósticos é necessário a medida sem medicamentos e com alguns cuidados técnicos:

      As dosagens de lipídios são passíveis de variações tecnicamente conhecidas. Essas variações podem ser consideradas analíticas, quando estão relacionadas à metodologia e aos procedimentos laboratoriais, e pré-analíticas, quando relacionadas a fatores intrínsecos, estilo de vida, uso de medicações, doenças associadas, procedimentos de coleta e manipulação da amostra. Os fatores pré-analíticos são reconhecidos como os principais responsáveis pela variabilidade dos resultados.
      Para minimizar os efeitos dos fatores pré-analíticos sobre os resultados das dosagens de lipídios, vários cuidados devem ser tomados. O paciente deve realizar as dosagens em seu estado metabólico normal e estável. Para isso, pelo menos nas 2 semanas que antecedem a coleta, a alimentação, o peso e os exercícios não devem fugir ao normal. Caso contrário, os resultados obtidos poderão não representar os níveis habituais do paciente. A ingestão de álcool deve ser evitada por pelo menos 72 horas, pois interfere diretamente nos valores dos lipídios, especialmente dos triglicerídeos.
      O exame não deve ser realizado antes de 8 semanas posteriores à recuperação de traumas, cirurgias, infecções bacterianas e virais agudas ou doenças crônicas debilitantes. Nos casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) e de acidente vascular cerebral (AVC), a amostra deve ser obtida logo nas primeiras 24 horas ou somente depois de decorridas 8 semanas da fase aguda, pois, no intervalo do 2o dia à 7a semana, os valores normalmente encontram-se reduzidos. Nas grávidas, os valores encontram-se habitu almente elevados. Portanto, a avaliação só deve ser realizada 3 meses após o parto.

      Depois de identificado cuidadosamente o tipo de Hipercolesterolemia é que se pode fazer um prognóstico e um plano de tratamento específico.
      Quanto aos medicamentos relatados, já escrevi em outra página que em 2008 foi realizado um estudo clínico nos Estados Unidos, que questionou a eficácia da ezetimiba – princípio ativo do Vytorin e do Zetia – demonstrando que eles não trouxeram benefícios adicionais para a redução do espessamento das artérias, que pode gerar obstrução e facilitar a ocorrência de derrames e ataques cardíacos. O estudo, realizado pelos próprios laboratórios, acompanhou, por um período de dois anos, 720 pessoas com problemas genéticos de alta produção de colesterol. Um grupo tomou apenas uma substância, a sinvastatina – princípio ativo presente apenas no Vytorin (uma mistura de Zetia, o ezetimibe, e Zocor, sinvastatina). O segundo grupo foi medicado com as duas substâncias: ezetimibe e sinvastatina. O estudo concluiu que o grupo que tomou os dois princípios ativos teve uma redução maior no nível de colesterol, mas não houve diferença na largura das artérias.

      Alternativas existem, mas não posso indicar tratamentos pela Internet por não ser ético nem criterioso.

      Reações adversas / Efeitos colaterais de Vytorin:
      A segurança da co-administração de ezetimiba e sinvastatina equivalente a Vytorin (10/10, 10/20, 10/40 e 10/80) foi avaliada em mais de 3.200 pacientes em estudos clínicos.
      As seguintes experiências adversas comuns (1/100, < 1/10) relacionadas ao medicamento foram relatadas por pacientes que tomaram Vytorin (n= 627) em dois estudos de desenhos semelhantes e controlados com placebo: Distúrbios gerais: astenia. Distúrbios músculo-esqueléticos, dos tecidos conjuntivo e ósseo: artralgia, mialgia. Distúrbios do sistema nervoso: tontura, cefaléia. Outros eventos adversos comumente relatados com ezetimiba: a) durante estudos clínicos: distúrbios gastrintestinais: dor abdominal, diarréia; distúrbios gerais: fadiga, doença semelhante à gripe; distúrbios músculo-esqueléticos, dos tecidos conjuntivo e ósseo: cãibra muscular; b) raramente (1/10.000, < 1/1000) após a comercialização: distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema e erupções cutâneas. Outros eventos adversos raramente relatados com sinvastatina durante estudos clínicos e/ou após a comercialização: distúrbios hematológicos e do sistema linfático: anemia; distúrbios gastrintestinais: dor abdominal, constipação, diarréia, dispepsia, flatulência, náuseas, vômitos, pancreatite; distúrbios hepáticos: hepatite/icterícia; distúrbios músculo-esqueléticos, dos tecidos conjuntivo e ósseo: cãibra muscular, miopatia, rabdomiólise; distúrbios do sistema nervoso: parestesia, neuropatia periférica; distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: alopecia, prurido, erupções cutâneas. Raramente foi relatada uma síndrome de hipersensibilidade evidente, com algumas das seguintes características: angioedema, síndrome semelhante ao lúpus, polimialgia reumática, dermatomiosite, vasculite, trombocitopenia, eosinofilia, VHS aumentada, artrite e artralgia, urticária, fotossensibilidade, febre, rubor facial e do pescoço, dispnéia e mal-estar. Achados de testes laboratoriais Em estudos clínicos controlados de co-administração, a incidência de elevações clinicamente importantes das transaminases séricas (ALT e/ou AST, consecutivas) foi de 1,9% para os pacientes que receberam Vytorin. Essas elevações, em geral, foram assintomáticas, não associadas à colestase e retornaram aos valores basais após a descontinuação da terapia ou com o tratamento contínuo. Foram observadas elevações clinicamente importantes de CK em 0,3% dos pacientes que receberam Vytorin.

      Efeitos Colaterais de Zetia:
      Estudos clínicos com 8 a 14 semanas de duração, nos quais Zetia (ezetimiba) 10 mg/dia foi administrado isoladamente ou com uma vastatina a 3.366 pacientes, demonstraram que Zetia(ezetimiba), de um modo geral, foi bem tolerado, as reações adversas foram usualmente leves e transitórias, a incidência global das reações adversas relatadas com o uso de Zetia (ezetimiba) foi semelhante àquela relatada com o placebo e a taxa de descontinuação por experiências adversas foi comparável entre Zetia (ezetimiba) e o placebo. A seguir, as experiências adversas comuns relacionadas à medicação (*1/100, <1/10), relatadas em pacientes que estavam tomandoZetia (ezetimiba) isoladamente (n = 1691) ou com uma vastatina (n = 1675): Zetia (ezetimiba) administrado isoladamente: cefaléia; dor abdominal, diarréia. Zetia (ezetimiba) co-administrado com uma vastatina: cefaléia, fadiga; dor abdominal, constipação, diarréia, flatulência, náuseas; aumento de ALT, aumento de AST; mialgia.

      Abs

  10. GILMARA disse:

    Dr. Paulo, boa tarde, meus exames deram: 276 Colesterol Total, 152 de Triglicerídeos e 82 para HDL meu médico me receitou Vytorin 10/20 tenho 40 anos, sou sedentária, pressão 14/10 e meu pai faleceu de problemas cardíacos, gostaria de uma orientação sua.

    • Gilmara:

      Estudo questiona eficácia de princípio ativo do Zetia e do Vytorin, drogas contra colesterol
      Publicada em 15/01/2008 às 15h11m Hilda Badenes – O Globo Online; Jornal Hoje

      RIO – Resultados preliminares de um estudo clínico, realizado nos Estados Unidos, questionam a eficácia da ezetimiba – princípio ativo de dois medicamentos vendidos no Brasil para reduzir o colesterol. Segundo a pesquisa, a substância – presente na composição do Vytorin, fabricado pela Merck Sharp & Dohme, e do Zetia, da Schering-Plough – não trouxe benefícios adicionais para a redução do espessamento das artérias, que pode gerar obstrução e facilitar a ocorrência de derrames e ataques cardíacos.
      O estudo, realizado pelos próprios laboratórios, acompanhou, por um período de dois anos, 720 pessoas com problemas genéticos de alta produção de colesterol. Um grupo tomou apenas uma substância, a sinvastatina – princípio ativo presente apenas no Vytorin (uma mistura de Zetia, o ezetimibe, e Zocor, sinvastatina). O segundo grupo foi medicado com as duas substâncias: ezetimibe e sinvastatina. O estudo concluiu que o grupo que tomou os dois princípios ativos teve uma redução maior no nível de colesterol, mas não houve diferença na largura das artérias.

  11. Ronaldo P. Fonseca disse:

    Parabéns pelas explicações sobre colesterol. No ano passado consultei um médico paulistano que trabalha com ozonioterapia, aliás é o pai desse prodedimento aqui no Brasil,e em conversar com ele o mesmo me disse que os níveis colocados pela OMS é uma farça e que é justamente para beneficiar aos grandes grupos farmacêuticos. Efetuei um exame na semana passada e os meus níveis foram: HDL:33, VLDL:43 E LDL:249 TOTAL:325.
    Faz 17 anos que não como carne vermelha, como apenas frango e peixe. Diariamente como 2 tipos de frutas sendo as principais: laranja, banana, melancia e manga, tbm tenho o costume de comer pelo menos 2 vezes na semana iogurte natural desnatado com frutas e castanhas e nozes. Apenas almoço, não janto, à noite tomo leite desnatado com bolachas salgadas ou chá de erva cidreira. Na sua opinião devo me preocupar com esses níveis? baseando que faz anos que tenho uma alimentação adequada? Desde já obrigado

    • Ronaldo:

      A alimentação só produz 20 a 30% do nosso colesterol circulante; os outros 70 a 80% são fabricados em nosso próprio fígado.
      Como você está com o HDL baixo e o LDL alto, provavelmente você tem uma ausência ou deficiência genética de receptores celulares para LDL, resultando num atraso para “clearance” LDL, aumento nos níveis LDL plasmático e acúmulo do colesterol LDL sobre as articulações, pontos de pressão e vasos sanguíneos.
      Para ter certeza disso, o ideal é fazer um exame mais completo, incluindo:

      1. Lipidograma Completo (Lipídios totais, colesterol, HDL, LDL, VLDL, triglicerídios). Cód. AMB = 28.01.110-4. e
      2. Eletroforese de Lipoproteinas. Cód. AMB = 28.01.072-8.

      OU
      3. Dosagem sérica de Apolipoproteína A-1 (Apo A-1). Cód. AMB = 28.01.167-8.
      4. Dosagem sérica de Apolipoproteína B (Apo B). Cód. AMB = 28.01.167-8.
      5. Dosagem sérica de Lipoproteína A (LpA). Cód. AMB = 28.01.167-8.
      6. Dosagem sérica de Fosfolipídios. Cód. AMB = 28.01.088-4.

      Abs

  12. fernando coscioni disse:

    gostaria de saber como fazer redução natural do colesterol ruim, com alimentos naturais e sua opinião sobre a utilização do remédio crestor.

  13. genilda moraes disse:

    dr. achei maravilhosa esta pesquisa e seus comentarios.
    fiquei muito interessada, pois meu colesterol total é 235 e o mal colesterol 164. MORO EM BRASILI, DF E GOSTARIA DE SABER SE TEM ALGUM MÉDICO AQUI QUE POSSA ME CONSULTAR.
    OBRIGADA

    • Genilda:
      Em BSB, procure pelo Dr. Edison Saraiva Neves. CRM 4976/DF. Homeopatia, ortomolecular e nutrologia.
      SHLN Bloco J Ed Multiclinicas, S/N – SLS 305, 306, e 307
      Telefones: (061) 3274-8661 e 3274-6540. Bairro: Asa Norte – Cidade: Brasilia Estado: DF – CEP: 70770-550.
      Abs

  14. Angela disse:

    Dr. Paulo uma conhecida minha tem alergia a medicamentos e necessita com urgência fazer o exame IGE RAST DIPIRONA e já procurei em vários laboratórios aqui em piracicaba, São Paulo, Campinas mais nenhum desses entre outros que pesquisei não fazem, o Senhor por acaso conhece algum laboratório por essas regiões que faz esse tipo de exame.

    Att:

    Angela

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