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Mulheres, Fibromialgia e outras doenças

Mulheres, Fibromialgia e outras doenças

Até bem pouco tempo atrás eu dizia e ouvia dizer que as mulheres eram mais saudáveis que os homens porque elas se cuidavam mais: iam mais em consultas médicas e faziam mais exames preventivos. E isto era verdade, até bem pouco tempo atrás….

Para se ter uma ideia como isto mudou recentemente, vejamos algumas estatísticas: 

  1. O número de vítimas de câncer de pulmão entre as mulheres dobrou nos últimos 20 anos na Grã-Bretanha, no Japão, na Noruega, na Polônia e na Suécia. Nos Estados Unidos e no Canadá, os índices aumentaram 300%.1
  2. Uma pesquisa realizada pelo HCor (Hospital do Coração de São Paulo) revela que o número de mulheres que sofreu infarto em São Paulo aumentou 3,8%  em 2010, em comparação com o ano anterior. O mesmo estudo mostrou, no entanto, que houve queda de 17% de infartos entre os homens, no mesmo período. Segundo o especialista, as doenças cardiovasculares eram predominantemente masculinas, cenário que mudou nos últimos tempos.2 De acordo com o Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM), na Paraíba, em uma década o número de óbitos entre mulheres aumentou 218,32%. Em 2001, foram registrados 273, em 2011 foram 869. Este ano, o Estado já registrou 363 mortes.3 Uma questão que chama muito a atenção é a idade em que muitas mulheres estão enfartando atualmente. Ana Paula Rossi Braga, a filha mais velha do cantor Roberto Carlos, por exemplo, morreu vítima de uma parada cardíaca aos 47 anos em 11 de abril de 2011! Já Lady Laura, a mãe de Roberto Carlos, morreu aos 96 anos de idade um ano antes, em 17 de abril 2010 (choque séptico e insuficiência respiratória aguda, decorrentes de pneumonia bacteriana e agravados por insuficiência renal crônica, insuficiência coronariana e arritmia cardíaca).4

E na mídia têm surgido casos de falecimentos de mulheres por enfarto cada vez mais jovens:

Em Ipatinga, Minas Gerais, uma mulher morreu enquanto participava de um culto da Igreja Quadrangular. Luana Carine de Souza Moraes, de 30 anos, estava no púlpito iniciando a reunião quando sofreu um infarto.5

Uma mulher passou mal e morreu de infarto na frente de várias crianças em um parque de diversões no Reino Unido, na última sexta-feira (03). Carla Knight, de 42 anos, tomava conta de crianças especiais em uma excursão de escola quando sofreu o colapso.6 

Fagilyu Mukhametzyanov, de 49 anos, morreu de infarto, em Kazan, na Rússia, causado pelo choque de acordar no meio do próprio velório.7

3. Doenças auto-imunes como a Artrite reumatóide, o  Lupus eritematoso, o Diabetes tipo I, a  Doença celíaca, a Tireoidite de Hashimoto e a Esclorese Lateral Amiotrófica estão em ascensão no mundo. “Houve um aumento inexplicável da ocorrência de doença celíaca, lúpus e diabetes tipo 1”, disse Virginia T. Ladd, presidente e diretor executivo da Associação Americana de Doenças Auto-Imunes relacionados. “Além disso, as mulheres são mais propensas a serem afetadas que os homens. Algumas estimativas dizem que 75% das pessoas afetadas, cerca de 30 milhões de pessoas, são mulheres. Ainda assim, com essas estatísticas, a auto-imunidade raramente é discutida como uma questão de saúde das mulheres”, lembrou Ladd.8

4.  A fibromialgia é considerada a causa mais comum de dor músculo-esquelética generalizada em mulheres entre 20 e 55 anos. Afeta cerca de 2% das mulheres e 0,5% dos homens. Existe um aumento da prevalência da fibromialgia com a idade, atingindo 12% das mulheres na sexta década de vida.9 A fibromialgia é mais frequente no sexo feminino, que corresponde a 80% dos casos.10

 O Estrogênio feminino é o grande vilão?

 Afinal de contas, quais são as razões para estes aumentos absurdos da morbidade feminina? O que está acontecendo com as mulheres de nossa época? Eu sempre aprendi, desde os meus anos de faculdade de medicina, que os vilões eram os hormônios femininos. Isto porque, se procurarmos o que as mulheres têm mais do que os homens, fatalmente vamos cair neste ponto em comum: os estrogênios. Vejamos algumas destas confirmações e especulações:

 . O estrógeno, conhecido há muito tempo por seu papel no crescimento de cânceres de mama, pode estimular o mesmo processo em casos de câncer de pulmão, de acordo com pesquisa apresentada hoje na reunião anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer.11 

. Mulheres que estão se aproximando da menopausa devem ter atenção especial com o coração. Segundo especialistas, mulheres que entram na menopausa perdem a proteção do estrogênio e, por isso, têm maior risco de sofrer infartos e outros problemas cardíacos. Hoje, Dia Internacional da Mulher, médicos do Instituto nacional de Cardiologia (INC) estarão no Largo do Machado, para alertar as mulheres sobre a necessidade de atenção ao coração, principalmente nessa época da vida.

“Quando a mulher entra na menopausa, ocorre uma queda acentuada do estrogênio, que regula o metabolismo das gorduras. Essa redução provoca aumento do colesterol ruim, redução do HDL colesterol, que é o protetor. Isso aumenta o riso de infartos, já que o colesterol é um dos principais fatores de risco para problemas cardíacos porque ele forma as placas de gordura que obstruem as artérias”, explica o cardiologista Marco Antonio Mattos, diretor do INC.

De acordo com o chefe do setor de cardiologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), Denilson Campos Albuquerque, o estrogênio age ainda nas artérias reduzindo o risco de hipertensão. O médico explica que homens têm maior risco de ter problemas cardíacos, mas, a partir da menopausa, a diferença entre os dois sexos diminui.

“A proporção é de 3 homens para cada mulher cardíaca. Próximo aos 50 anos, quando a mulher já está na menopausa, a proporção já é de dois homens para cada mulher. Aos 70, o risco se iguala”, diz Denilson. “As mulheres costumam ficar mais preocupadas com os calores e com o risco de câncer de mama, mas não pensam muito no coração quando entram na menopausa”.12

. A incidência estimada das Doenças Autoimunes (DAI) é de 90 casos novos para 100.000 pessoas por ano e aproximadamente 3% das populações americanas e europeias são acometidas por DAI. As mulheres têm um risco muito maior de desenvolvimento de doenças autoimunes que os homens, uma vez que mais de 75% dos pacientes que sofrem de DAI são mulheres. Muita da evidência que apoia o papel do estrogênio (hormônio feminino) no desenvolvimento das doenças autoimunes vem de modelos de estudos com animais. Mas já está bem estabelecido que o estrogênio possa alterar a resposta imunológica (defesa) do indivíduo.13

.  O fato de a fibromialgia ser mais frequente em mulheres sugere que os hormônios sexuais possam ter um papel importante na causa da doença. As mulheres com fibromialgia parecem ter a gravidade dos seus sintomas aumentados durante o pré-menstrual e durante a menstruação. Além disso, os sintomas de pacientes com fibromialgia muitas vezes aparecem ou são agravados durante a menopausa. Outra observação interessante é que muitas pacientes relatam a remissão de seus sintomas enquanto estavam grávidas, e o retorno deles entre um e dois meses após o parto. 

Devido ao fato de que a fibromialgia é mais comum em mulheres do que em homens, alguns pesquisadores sugerem que o hormônio estrogênio está envolvido nas causas da fibromialgia. Estudos recentes têm demonstrado níveis elevados de substância P no cérebro de pacientes com fibromialgia e essas concentrações parecem ser moduladas por esteróides ovarianos. Além disso, os hormônios esteróides ovarianos podem afetar a função do sistema de serotonina. No entanto, pouca correlação com a fibromailgia foi descoberta.14

Mas eu sempre me perguntei por que os hormônios femininos que são biológicos, fisiológicos e desenvolvidos ao longo de milhões de anos estariam agora, nesta geração (25 anos), causando tantas doenças nas mulheres? Qual é a lógica disso? E se os vilões forem mesmo os estrogênios, mas não os produzidos pelos nossos organismos? Neste ponto de nossas reflexões, três questões polêmicas e inquietantes devem ser levantadas: 1. O efeito em longo prazo dos estrogênios sintéticos usados nas pílulas anticoncepcionais, 2. Os xenoestrogênios e 3. Os agrotóxicos.

 A PÍLULA ANTICONCEPCIONAL E O RISCO AUMENTADO DO CÂNCER

 Sempre que se procura na literatura sobre o efeito da pílula anticoncepcional na saúde das mulheres, se encontra o seguinte: “Ainda não há certeza da associação do uso de pílulas anticoncepcionais com o aumento do risco para o câncer de mama. Podem estar mais predispostas a ter a doença mulheres que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.” 15

“Boletim da Masto – A mulher que usa pílula anticoncepcional tem mais chances de desenvolver câncer de mama? Prof. Souen – É controversa a possibilidade de que o emprego de pílulas anticoncepcionais favoreça o desenvolvimento do câncer de mama.” 16

As próprias bulas dos anticoncepcionais deixam a questão confusa e indeterminada quando se trata desta relação: anticoncepcional x câncer:

 Contraceptivos e o câncer:

O câncer de mama é diagnosticado com uma frequência um pouco maior entre as usuárias dos contraceptivos orais do que entre as mulheres de mesma idade que não usam este método contraceptivo. Este pequeno aumento no número de diagnósticos de câncer de mama desaparece gradualmente durante os dez anos seguintes à descontinuação do uso do contraceptivo oral. No entanto, não se sabe se esta diferença é causada pelo contraceptivo. Pode ser que esta diferença esteja associada à maior frequência com que as usuárias de contraceptivos orais consultam seus médicos. Desta forma, é possível detectar a doença mais cedo.

Em casos raros, foram observados tumores benignos de fígado e, mais raramente, tumores malignos de fígado nas usuárias de contraceptivos orais. Esses tumores podem causar hemorragias internas. Consulte imediatamente o seu médico, caso você sinta dor abdominal intensa.

O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente pelo papiloma vírus humano. Alguns estudos indicaram que o uso prolongado de contraceptivos orais pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de exame cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira.”

 Tumores: Há pouca evidência empírica a respeito dos efeitos de contraceptivos injetáveis combinados (CICs) e o risco de neoplasia. De modo geral, pode-se tomar como base a experiência observada com o uso de COCs (Contraceptivos Orais Combinados).

 Câncer cervical: Em um estudo epidemiológico em mulheres da América Latina, não foi observada qualquer associação entre o uso de contraceptivos injetáveis mensais (contendo dihidroxiprogesterona e um éster de estradiol) e o risco de Câncer cervical. Não foi observado um aumento no risco de desenvolvimento de lesões cervicais de células escamosas intra-epiteliais em usuárias de contraceptivos injetáveis nos EUA.

O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV. Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão.”

 Mas não é só o câncer que está em jogo na reposição; tem ainda outras doenças associadas:

 “As reações que incidem em pelo menos 5% dos doentes: Abatimento emocional; Acne; Agravamento da miopia ou do astigmatismo; Agravamento da porfiria; Alteração da cor das fezes; Alteração das secreções cervicais; Alteração do fluxo menstrual; Alterações do desejo sexual; Alterações metabólicas; Alterações nas mamas (sensibilidade, aumento do tamanho, secreções); Aparecimento de pelos; Aumento de peso; Aumento do tamanho dos fibromas uterinos; Cãibras nas pernas; Candidíase vaginal; Cefaleias; Cólica abdominal; Depressão; Diarreia; Diminuição ou aumento do apetite; Dor menstrual; Dor, amortecimento ou rigidez nas pernas ou nas nádegas; Erosão cervical; Escurecimento da urina; Excesso de movimentos involuntários com as mãos; Gânglios mamários; Icterícia colestática; Edema das mãos ou dos pés; Edema corporal; Intolerância às lentes de contato; Manchas no rosto; Náusea; Obstipação intestinal; Oleosidade na pele; Parada da menstruação; Perturbações visuais; Pressão alta; Pressão ou dor torácica; Problemas na boca; Queda de cabelos; Respiração curta; Perdas sanguíneas geniturinárias; Seborreia; Tonturas; Tromboembolismo; Tromboflebite; Trombose cerebral; Urticária; Vômitos.”

 Alguns estudos dão indícios um pouco diferente sobre a relação anticoncepcional x câncer:

 “Estudos referem aumento da incidência quando as adolescentes empregaram o método por 12 anos ou mais, havendo então uma chance de 11,8 vezes mais de adquirir o tumor, enquanto outros demonstram não haver correlação e alguns até sugerem que possa haver uma proteção em decorrência do uso da pílula anticoncepcional. Na realidade não se cogita a contra-indicação da pílula anticoncepcional para mulheres saudáveis. Ao contrário, quando uma mulher for tratada por câncer de mama recomenda-se não empregar medicamentos anticoncepcionais, sugerindo métodos não hormonais.” 16

E outros encontram até conclusões contraditórias, em relação ao tempo de uso:

 Anticoncepcional pode diminuir risco de câncer, diz estudo 17

O uso da pílula anticoncepcional pode diminuir o risco de câncer, segundo um estudo da Universidade de Aberdeen publicado pela revista especializada British Medical Journal.

Os pesquisadores analisaram dados de 46 mil pacientes colhidos durante 36 anos por clínicos gerais. Os dados eram atualizados a cada seis meses, mesmo quando elas mudavam de médico.

Os pesquisadores concluíram que o risco de desenvolver câncer era 12% mais baixo entre as mulheres que tomaram pílula – a redução do risco de câncer do intestino grosso, uterino ou de ovário é estatisticamente significativo.

Mas o estudo liderado pelo professor Phillip Hannaford conclui que o uso do contraceptivo por mais de oito anos está associado a um aumento do risco de desenvolver câncer.

Uso prolongado

Os dados sugerem que o efeito protetor da pílula dura por até 15 anos depois que a paciente pára de tomá-la – geralmente o período em que a mulher se torna mais suscetível ao desenvolvimento de câncer.

As mulheres que usaram a pílula por mais de oito anos, no entanto – menos de um quarto das mulheres que usaram a pílula e participaram do estudo – apresentaram um risco significativamente maior de desenvolver câncer, em particular o câncer cervical e do sistema nervoso central.

Mas as mesmas mulheres apresentaram risco reduzido de desenvolver câncer de ovário.

Segundo os pesquisadores, a conclusão do estudo deve tranqüilizar muitas mulheres, especialmente as que usaram a primeira geração de contraceptivos orais.

Eles aceitam que a fórmula diferente das pílulas modernas e a diferença de padrão de uso – com mulheres começando a tomar a pílula mais cedo e por mais tempo – podem modificar o risco de desenvolver câncer.

Mas eles argumentam que os resultados de outros estudos indicam que as pílulas atuais produzem efeitos semelhantes.

Segundo o professor Hannaford, ainda é “pouco comum” que as mulheres tomem pílula anticoncepcional seguidamente por oito anos, já que a tendência é tomar e parar, dependendo das circunstâncias de cada uma.

“Eu não recomendaria a ninguém tomar a pílula especificamente para diminuir o risco de câncer, mas se elas decidirem tomá-la, elas não vão aumentar esse risco”, disse ele.

Julie Sharp, da organização Cancer Research UK, afirma que “é importante que as mulheres estejam cientes dos riscos de tomar a pílula a curto prazo, como um aumento no risco do câncer de mama e cervical, mas esta pesquisa sugere que esses riscos podem ser contrabalançados pelos benefícios à saúde a longo prazo.”

O aumento do risco de câncer cervical e de mama relacionado à pílula parece ser cancelado pela proteção a longo prazo contra outros tipos da doença.

Estima-se que 100 milhões de mulheres usam a pílula no mundo, e acredita-se que mais de 300 milhões tomaram o contraceptivo desde seu lançamento, em 1961.”

Mas ninguém tem dúvidas, em todo o mundo, de que a reposição hormonal na menopausa aumenta o risco de câncer: 

Reposição hormonal aumenta risco de câncer de ovário 18

 Um amplo estudo realizado na Grã-Bretanha descobriu que a terapia de reposição hormonal (TRH) aumenta significativamente o risco de câncer de ovário.

Esse tipo de tratamento repõe alguns dos hormônios perdidos durante a menopausa para aliviar sintomas como a perda de cálcio, risco maior de doenças cardiovasculares, perda de apetite sexual e depressão.

Million Women Study (Estudo de um Milhão de Mulheres) analisou 948.576 mulheres na pós-menopausa e sugere que o risco de desenvolver e morrer de câncer no ovário é 20% maior para quem faz a terapia.

A reposição hormonal também aumenta o risco de câncer de mama e no útero.

Resultados anteriores do Million Women Study de 2003 já tinham mostrado que o uso da terapia de reposição hormonal combinada dobra o risco de câncer de mama.

Recomendações

As descobertas fizeram com que médicos recomendassem que as mulheres considerem os riscos antes de começarem a fazer a TRH e tomem a menor dose possível no espaço mais curto de tempo.

O aumento nos riscos de câncer de ovário é o mesmo para todos os tipos de terapia, mas volta a cair alguns anos após o fim do tratamento.

“Os resultados desse estudo são preocupantes porque mostram que a TRH não apenas aumenta o risco de desenvolver câncer no ovário, mas também de morrer da doença”, disse a coordenadora da pesquisa, Valerie Beral, diretora da Unidade de Epidemiologia da ONG Cancer Research UK.

Para o diretor médico da organização, John Toy, “considerando esse fator ao lado do aumento no risco de câncer de mama e endometrial, as mulheres deveriam pensar com cuidado sobre se devem fazer TRH”.

“E as mulheres que decidem fazer TRH deveriam fazer isso por razões médicas claras e pelo menor tempo possível”, disse.

Equilíbrio

Segundo os pesquisadores, os cânceres de ovário, mama e útero representam 40% de todos os cânceres diagnosticados em mulheres britânicas, e essa incidência é 63% maior nas que fazem terapia de reposição hormonal.

“Minha visão geral é de que pacientes com sintomas da menopausa devem ser tratadas, mas é sempre um equilíbrio entre os riscos e os benefícios”, disse Stephen Franks, professor de Endocrinologia Reprodutiva do Imperial College London.

Segundo ele, não é recomendável tomar nenhum remédio por um tempo maior do que o necessário.

O estudo foi publicado na revista médica Lancet.”

 

Algumas questões deveriam ser levantadas pelas mulheres, pelos médicos, pelos laboratórios e pelos órgãos de regulamentação dentro destes questionamentos: 

  1. Se a terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa aumenta em mais de 60% o risco de cêncer de ovário, mama e útero, porque este risco também não existe durante a idade reprodutiva da mulher? Porque o risco só aumentaria do período da menopausa?

        2. O ciclo biológico da mulher inclui valores flutuantes dos hormônios estrogênicos e progesterona durante todo o período menstrual; qual o efeito de uma reposição hormonal com valores fixos no organismo feminino?

         3. Os estrogênios e a progesterona produzidos pelos ovários são biológicos; quais os efeitos em longo prazo das drogas sintéticas que mimetizam o estrogênio e a progesterona?

 XENOESTRÓGENOS

 O segundo assunto, que levantarei aqui rapidamente, são os xenoestrógenos. O termo “xenoestrógeno” é usado para identificar uma série de substâncias químicas tóxicas produzidas pelo homem que confundem os receptores celulares dos estrogênios no organismo, interferindo nas mensagens bioquímicas naturais, pela habilidade de mimetizar ou bloquear a atividade dos hormônios naturais, ou ainda alterando a forma como os hormônios e seus receptores proteicos são elaborados, metabolizados e a forma de sua atuação.

São dificilmente excretadas, lipossolúveis (solúveis em gordura) e acumulam nos tecidos gordurosos, no cérebro, no aparelho reprodutor e em outros órgãos. Na maioria das vezes, os xenoestrogênios são na maioria gerados pela indústria petroquímica, e sabemos que os produtos petroquímicos estão por todos os lugares do planeta. Muitos dos mimetizadores hormonais são organoclorados produzidos pela reação do gás cloro com hidrocarbonetos do petróleo. São utilizadas em plásticos, agrotóxicos, solventes, agentes de branqueamento (para roupas e outras), refrigerações e em outros produtos químicos. Podemos citar:

 – Alquilfenóis (produtos químicos intermédios utilizados no fabricação de outros produtos químicos);

– Atrazina (herbicida);

– 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC) (cremes protetores solares);

– Hidroxianisol butilado , BHA (conservante de alimentos);

– Bisfenol A (antioxidante em plásticos monómeros para policarbonato de plástico e de resina epoxi);

– Dichlorodiphenyldichloroethylene (um dos produtos de degradação de DDT);

– Dieldrin (inseticida proibido);

– DDT (inseticida proibido);

– Endosulfan (inseticida amplamente proibido);

– Eritrosina;

– Etinilestradiol (pílula anticoncepcional liberada no meio ambiente como uma molécula Xenoestrogênica);

– Heptacloro (inseticida restrito);

– Lindano , hexaclorociclohexano (inseticida restrito);

– Metalloestrogens (uma classe de xenoestrogenos inorgânicos);

– Methoxychlor (inseticida proibido);

– Nonilfenol e seus derivados (surfatantes industriais; emulsificantes para polimerização em emulsão; detergentes de laboratório; pesticidas);

– Pentaclorofenol (biocida geral restrito e preservadores de madeira);

– Bifenis policlorados , PCB (anteriormente utilizado em óleos elétricos, lubrificantes, adesivos, tintas);

– Parabenos (loções) ftalatos ( plastificantes);

– DEHP (plastificante para o PVC);

– Gaiato de propilo (usado para proteger os óleos e gorduras em produtos de oxidação). 

Xenoestrógenos: Uma ameaça à vida moderna 19

 “Em razão de se degradarem tão lentamente, espalharam-se por todo o planeta tanto pelo ar como pelas águas, passando a integrar os tecidos vivos. Atualmente contaminam todos os ecossistemas e os organismos vivos. Continuarão assim por décadas e décadas. Dificilmente excretadas, são lipossolúveis, acumulando-se nos tecidos gordurosos, no cérebro, no aparelho reprodutor e outros órgãos. Grandes volumes destas substâncias biomagnificam na cadeia alimentar com as piores concentrações no seu topo, onde estão os seres que se alimentam de animais como os humanos e outros mamíferos, além de pássaros e répteis.

Alterando as funções principais dos estrogênios e androgênios, podem desencadear uma torrente de excepcionalidades na saúde da reprodução e do desenvolvimento.  A queda de 50% no número de espermatozóides humanos, globalmente, entre os anos de 1938 e 1990, além das alterações no comportamento sexual, depressão imunológica, deformidades genitais, cânceres de mama, ovários, útero, de próstata e testicular além de desordens neurológicas.  A doença fibrocística da mama, a síndrome policística ovariana, endometriose, fibroadenomas uterinos e doenças inflamatórias pélvicas também estão sob suspeita. Estes problemas podem ser influenciados pelas exposições, crônicas ou de desenvolvimento, através do ciclo da vida a essas substâncias.

As consequências potenciais desta superexposição aparecerão especialmente sobre as futuras gerações. Os embriões e os fetos cujo crescimento e desenvolvimento são altamente controlados pelo sistema endócrino recebem os contaminantes na fase pré-natal ainda no ovo (anfíbios, répteis e pássaros) ou no útero (mamíferos). Mesmo que adultos expostos não apresentem nenhum efeito deletério, seus descendentes poderão apresentar, em toda sua vida, anormalidades reprodutivas ou em sua saúde. 
Além do que foram citados acima, efeitos que incluem masculinização das fêmeas e feminização dos machos (redução no tamanho do pênis e dos testículos) além da retenção dos testículos e da alteração na densidade e na estrutura dos ossos.

Os xenoestrogênios são na maioria das vezes gerados pela indústria petroquímica e, desafortunadamente para nossa saúde, os produtos petroquímicos estão, hoje em dia, por todos os lugares deste planeta. Máquinas, carros e mesmo algumas usinas termoeléctricas, movem-se com petroquímicos como a gasolina, o diesel, os gases naturais e similares. Muitos dos mimetizadores hormonais são organoclorados produzidos pela reação do gás cloro com hidrocarbonetos do petróleo. São utilizadas em plásticos, agrotóxicos, solventes, agentes de branqueamento (para roupas e outras), refrigerações e em outros produtos químicos. Milhares são subprodutos do tratamento de água, do branqueamento do papel e da incineração de produtos clorados. 

Milhões de produtos, incluindo vários plásticos (polivinil cloreto/PVC e policarbonatos/PC, ambos encontrados em amadeiras para nenês, brinquedos infantis, filmes transparentes para embalar alimentos e garrafas de água mineral), PCB (policloretos bifenilos), medicamentos, roupas, alimentos, alvejantes domésticos, desodorizantes de ar, produtos de higiene pessoal (cosméticos, perfumes, antiperspirantes, sabonetes, pastas dentifrícias e higienizadores bucais), agrotóxicos e herbicidas (como DDT, dieldrin, aldrin, hepacloro, etc.) também contém ou são feitos dos petroquímicos. Muitos de nós trabalhamos ou vivemos em áreas altamente contaminadas onde os efeitos sinérgicos podem apresentar doses “seguras” (aceitáveis) de diferentes substâncias químicas, medicamentos, radiações, frequências eletromagnéticas e outras, e que são milhares de vezes mais tóxicas quando estão juntas.

Dezesseis substâncias “POP’s” (poluentes orgânicos persistentes) foram identificadas para ação prioritária da ONU. Pelo menos seis – PCB’s, dioxinas, furanos, hexaclorobenzeno (HCB), lindano e cadeias curtas de parafinas cloradas – são ainda geradas, produzidas e utilizadas no Canadá. A água potável pode estar contaminada por outro composto comprovadamente estrogênicos o nonylphenol e o endosulfan que continuam sendo utilizados em plásticos e agrotóxicos, além de estarem presentes na composição também de detergentes líquidos domésticos e de lavanderias, alvejantes multi-uso, sabonetes e shampoos. Compostos mimetizadores de hormônios como os ftalatos são utilizados como plastificantes no PVC, em tinta para escrever/imprimir, para pintar e em colas. O lixo plástico pode ser a fonte mais importante da presença do bisfenol-A – estabilizante tóxico empregado no PVC – nos efluentes líquidos lixiviados pelos aterros de lixo. E será mais terrível ainda se este lixo for incinerado.

As cinzas voláteis originárias das indústrias, dos incineradores de lixos domésticos ou resíduos perigosos, têm altas quantidades de mimetizadores hormonais e cancerígenos como a dioxina (uma das mais violentas) além de chumbo, mercúrio e cádmio, estes também mimetizadores estrogênicos. Estas cinzas depositam-se sobre as plantas que comemos além de contaminar os animais domésticos e os peixes, concentrando substâncias tóxicas no ser humano. A poeira doméstica, velhas tintas e a água parada em tonéis são outras fontes comuns de chumbo. Tal qual como com os petroquímicos, a queima de combustíveis fósseis libera mercúrio e cádmio. Mercúrio pode também ser um sério perigo em obturações de dentes. Dois por cento da população de cidades, acima de um milhão de habitantes, têm níveis dez vezes maiores de mercúrio no sangue, no limiar de gerarem efeitos neurológicos.

Nossa alimentação é um dos caminhos mais inconscientes quanto à contaminação por mimetizadores hormonais. O alimento processado, na maioria das vezes com excesso de açucares e gorduras hidrogenadas, enfraquece o sistema imunológico e atinge, hoje, 80% de nosso suprimento alimentar. Embalagens, conservantes, colorantes e flavorizantes artificiais, podem ser todos perigosos. Envases plásticos, copos de poliestireno (PS), filmes para embalar alimentos ou revestimento plástico interno de latas, podem conter PVC’s, alquifenóis, nonilfenóis, bisfenol-A e ftalatos. Todos são conhecidos estrogênios sintéticos (xenoestrogênios) que migram para o alimento quando aquecido ou guardado por longos períodos. Um destes ftalatos, sigla DEHP ou DOP, é encontrado em alguns filmes transparentes para embalar alimentos. O DEHP pode também estar contaminando outros alimentos embalados com filmes transparentes, especialmente aqueles com altos teores de gordura como carnes. O plastificante, enrijecedor plástico, bisfenol-A, encontrado no policarbonato de mamadeiras infantis, foi identificado em um relatório do governo dos EUA de 1997, como um disruptor endócrino químico que se libera, incontestavelmente, da resina policarbonato para o líquido quando aquecido (pesquisas minuciosas e replicadas encontraram efeitos biológicos mesmo em níveis extremamente baixos).

Alimentos de origem animal são a maior fonte de substâncias hormonalmente ativas em nossos alimentos e nos lençóis freáticos. A gordura animal e de laticínios tem alta concentração – carne bovina e produtos lácteos são os piores com altos resíduos de DDT e de outros agrotóxicos organoclorados além de antibióticos, drogas veterinárias e hormônios sexuais de estímulo de crescimento. Hormônios implantados na orelha de praticamente todos os animais de corte são totalmente sem regulamentação. Resíduos 300 vezes acima dos limites legais, comumente encontrados em carne, vem via de regra destes implantes, aplicados ilegalmente no músculo do animal para resultados mais rápidos. O hormônio de crescimento “rBGH” em gado leiteiro produz altas quantidades do “fator de crescimento tipo insulina” que encoraja a divisão celular e a virulência do câncer de mama. Os agrotóxicos acumulam-se na gordura animal.

Tomando isto como um degrau à frente, os hormônios sintéticos também entram nos lençóis hídricos através da urina das mulheres e daí na cadeia alimentar. Isto também elevou nossos níveis de exposição aos estrogênios ambientais.” 

XENOESTROGÊNIOS – NOSSO FUTURO ROUBADO 20

 “Uma das ameaças mais graves à humanidade neste início do século 21 é a degradação ambiental decorrente das tecnologias que sustentam as lógicas da produção global. Elementos tóxicos potenciais causadores de doenças – desde alergias até mutações genéticas e cânceres – estão no ar, na água, nos alimentos, nas roupas, nos aviões, nos carros e em lugares insuspeitos de nossas casas, como o chuveiro elétrico. 

A revolução industrial foi o marco da emissão massiva de toxinas, a partir da queima de carvão e óleo. Mas hoje já há inúmeros outros agentes, mais perigosos, produzidos em escala mundial, progressivamente desde 1930.

Os Xenoestrogênios, também conhecidos como disruptores endócrinos, fazem parte de um grupo de várias centenas de substâncias químicas – tais como o policloreto befenilas (PCBs), ftalatos e as dioxinas – utilizados em tudo, dos agrotóxicos aos retardadores de chamas, dos cosméticos aos fármacos, equipamentos, aparelhos e embalagens feitas com plástico, isopor e alumínio, produtos de limpeza para casa e aromatizantes de ambientes. Alguns deles alteram as funções de alguns hormônios em animais e no homem, inclusive bloqueando sua ação normal ou interferindo em como eles são produzidos nos organismos. E vão desde os hormônios que regulam atividades como o crescimento e o desenvolvimento até o comportamento, sendo seu potencial de danos bem claro.

“Muitos destes químicos podem afetar o desenvolvimento desde o útero”, diz Andreas Kortenkamp, um toxicologista da London University’s School of Pharmacy. ”O problema é que estes efeitos não são detectados nas análises de rotina”, afirma. Isso ocorre porque os níveis considerados seguros, segundo as agências governamentais que regulam o uso dessas substâncias, são mais elevados que o nível necessário para causar as alterações bioquímicas progressivas que levarão finalmente a lesões irreversíveis no organismo, como malformações fetais. Além do efeito cumulativo individual, essas substâncias têm sinergismo entre si, onde o acúmulo de umas eleva o potencial lesivo de outras.

A conexão entre estas substâncias e os efeitos deletérios na vida selvagem já está bem definida: ursos polares pseudo-hermafroditas com micro-pênis, panteras com testículos atrofiados e trutas machos com ovas crescendo em seus testículos, além de jacarés-macho com características de fêmeas. Todos os fatos bem documentados como resultado dos disruptores endócrinos presentes no ambiente. As alterações que estão ocorrendo na natureza são uma vitrine dos nossos hábitos comportamentais e de consumo; a vida selvagem tem trazido, há muito tempo, alertas sobre os efeitos gerados pelos disruptores endócrinos, já que existem inúmeros trabalhos apontando para os efeitos deletérios dos Xenoestrogênios desde 1950.

Cientistas têm suspeitado, há longo tempo, que a presença destes químicos é também responsável pela alta prevalência de problemas de fertilidade em homens e pelo aumento na incidência de cânceres de tireóide, de mama e testicular.

Em 2005, cientistas na América do Norte (Swan et al.) confirmaram este temor de que uma classe de químicos conhecidos como ftalatos – utilizados para deixar os plásticos mais maleáveis – causam danos ao desenvolvimento de meninos ainda no útero materno. Pesquisadores já sabem há tempos que altas doses desta substância são danosas, mas este último trabalho sugere que mesmo em níveis normais – aqueles comumente encontrados em brinquedos, sacolas plásticas e filmes plásticos para alimentos – podem causar rupturas no desenvolvimento de órgãos reprodutivos dos machos.

Indícios adicionais para uma feminização silenciosa foram detectados pelo médico dinamarquês Niels Skakkebaek, da Universidade de Copenhagen, que publicou estes dados, para discussão, na revista médica “The Lancet”. Desde 1940 o número de espermatozóides por mililitro cúbico de sêmen dos homens, reduziu-se à metade. Concomitantemente, avolumaram-se os casos de cânceres testiculares e as deformidades dos órgãos genitais.

Estes fenômenos, segundo Skakkebaek, têm o mesmo motivo: os homens e os animais machos estão expostos a níveis nunca antes existentes de substâncias que se assemelham a hormônios sexuais femininos. ”A sexualidade masculina se afoga num mar de estrogênios artificiais”, diz Skakkebaek.

A habilidade destas substâncias sintéticas de imitar o comportamento dos estrogênios surpreendeu até os profissionais mais experientes. Normalmente os hormônios naturais têm suas funções bem específicas, induzem reações bioquímicas ao se encaixarem com precisão nos receptores protéicos presentes nas células. Mas os Xenoestrógenos, moléculas químicas artificiais, portam-se como embusteiros já que imitam a ação dos esteróides sexuais. Conseguem enganar processos orgânicos vitais fazendo com que o corpo acredite que são estrogênios endógenos naturais. Embora os estrogênios artificiais em sua estrutura química sejam, muitas vezes, bastante diferentes dos estrógenos naturais, conseguem se conectar aos receptores correspondentes e sinalizarem reações “feminizantes” para o corpo. Deslocando os hormônios verdadeiros para fora de sua rota natural, tornam-se ativos e aptos. Substituindo os hormônios naturais, estes impostores são capazes de enviar sinais errados para o receptor químico que transporta o hormônio natural, tomando seu lugar na rota metabólica em que trabalha. Em estudos conduzidos em laboratório, por exemplo, ratos machos tratados com dioxina comportaram-se como fêmeas em cio.

Vimos que a contaminação ambiental e, consequentemente, a dos nossos organismos, já atingiu níveis críticos. Para piorar a situação, ainda não existem políticas claras, de saúde ou ambientais, eficazes no combate e/ou redução da poluição ambiental com Xenoestrogênios. Então, o que podemos fazer para nos proteger dessa onda avassaladora que ameaça a própria sobrevivência da nossa e de outras espécies?

Concluindo, esta contaminação de estrogênios ambientais é global. Está praticamente impossível escaparmos de um confronto com estas moléculas químicas. Entretanto, algumas mudanças de hábitos alimentares, substituições de utensílios domésticos e objetos de uso diário, e uso regular de antioxidantes, sejam o I3C como outros nutrientes, podem desempenhar um importante papel, protegendo-nos, ao menos parcialmente, dos efeitos perigosos gerados por tais ecoestrogênios. Então, vamos juntos pôr mãos à obra na busca de uma vida mais saudável para nós, nossos filhos e as gerações que ainda virão. Ainda há tempo de reaver nosso futuro roubado.” 

Depois de tudo isto, vemos que estamos vivendo em mundo “encharcado” de estrogênios: os hormonais e os sintéticos, liberados pelas mulheres pela urina, e os xenoestrogênios, liberados pela indústria química e petrolífera… Homens e mulheres; crianças, adultos e idosos; seres humanos e animais, estamos todos vivendo num oceano de hormônios feminilizantes, onde parece que ninguém vai sair ganhando, além do capitalismo selvagem que dá 70% de todas as riquezas do mundo para 10% da humanidade! 

AGROTÓXICOS E SAÚDE FEMININA

Estudo aponta agrotóxico em leite materno em MT

“O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, segundo uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), informa a reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha publicada na Folha desta quarta-feira.  

Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do Estado. A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.

OUTRO LADO

A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.” 21 

Estudo mostra chumbo em leite materno

 “A amamentação exclusiva é recomendada pela Organização Mundial de Saúde pelo menos para os primeiros seis meses de vida do bebê. Isso porque o leite materno, indiscutivelmente, é a melhor forma de se alimentar o recém-nascido. No entanto, infelizmente, em algumas situações em que o meio ambiente está contaminado, além de nutrientes e minerais essenciais para crescimento adequado da criança, o leite materno pode transportar metais pesados que podem ser tóxicos para o bebê.

Luiz Fernando Nascimento e equipe da Universidade de São Paulo (USP) publicaram os resultados de uma pesquisa em que detectaram chumbo no colostro (o primeiro leite que a mãe produz logo depois do parto) em mulheres de Taubaté, cidade do Vale do Paraíba, no estado de São Paulo. De acordo com artigo destes pesquisadores publicado na edição de janeiro/ março de 2006 da “Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil”, “o chumbo é encontrado como poluente ambiental pela emissão industrial, principalmente por fábricas de baterias, incineradores e, também, por ingestão de alimentos contaminados. Mesmo em baixas concentrações pode comprometer o sistema nervoso, sangue e rins”.

O trabalho envolveu mães que deram à luz no Hospital Universitário de Taubaté entre outubro e novembro de 2003. As informações sobre os hábitos alimentares foram obtidas através de um questionário aplicado às mães, relativo aos últimos dois meses de gestação. Os resultados mostram que o chumbo foi detectado em 72 amostras de colostro, representando 94,7% das amostras. “Foram encontradas 29 amostras com valores até 50µg/L, 10 amostras contendo chumbo na quantidade entre 50 a 100µg/L, 15 amostras com valores entre 100 a 200µg/L, 10 entre 200 a 300µg/L e 12 amostras contendo chumbo acima de 300µg/L. Considerando uma ingestão de colostro, por um recém-nascido, de 600mL/d, pode-se estimar uma ingestão média diária ao redor de 90µg de chumbo. Para um recém-nascido com peso de 3kg, a ingestão seria de 30µg/kg.d. Esses valores estão acima do permitido, que é 3,6µg/d.”, afirmam os pesquisadores no estudo.

Eles alertam que a presença de chumbo no colostro poderia ser decorrente da poluição atmosférica ou da água, por indústrias, embora eles não tenha sido possível identificar as fontes de contaminação. De qualquer forma eles concluem que se a pesquisa mostrou a presença de chumbo no colostro humano e é necessária “a identificação de possíveis fontes ambientais contendo esse metal que, em contato com as mães, são responsáveis por altos teores no leite materno”. 22

O que significa isto? Alguém, no mundo, sabe dizer com segurança o que pode acontecer com a mama de uma mulher que amamenta seu filho com agrotóxico e chumbo? O leite materno sempre foi considerado um dos alimentos mais puros da natureza, e agora, o que dizer desta contaminação? A amamentação sempre foi considerada um dos fatores protetores contra o câncer de mama, mas agora tudo isto deve ser reavaliado!

Observem que sempre que um produto comercial é questionado, todas as respostas são esquivas e todas as conclusões são complexas e inconclusivas! O que não interessa para o sistema é rapidamente proibido por “ser perigoso para a saúde porque não tem pesquisa científica suficiente”:

 “A Anvisa determinou, em todo o país, a proibição da manipulação de todos os medicamentos à base de Hoodia Gordonii. O produto é um extrato vegetal, originário da África, e tem sido utilizado popularmente como inibidor de fome e sede, mas não possui registro na Anvisa. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16/2). Os estudos científicos a que foi submetida a substância Hoodia gordonii não constataram sua eficácia e segurança. Por isso, o produto não possui registro como medicamento em nenhum país do mundo. Não há como assegurar a ação do produto, tampouco a ausência de riscos para quem consumir o vegetal.”

“A Anvisa informa que até o momento nenhum produto que contenha em sua composição a substância Caralluma Fimbriata se encontra regularizado no País, tendo em vista que não há qualquer comprovação em relação à sua segurança e eficácia. Por essa razão, uma resolução da agência, publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU), suspende a importação da Caralluma Fimbriata, sua fabricação, distribuição, manipulação, comércio e o uso em todo o território nacional.”

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira (14) o uso da Aloe vera, planta popularmente conhecida como babosa, na produção de alimentos e bebidas. A proibição vale para importação, fabricação, distribuição e comercialização desses produtos. A planta é usada também como aromatizante em cosméticos e produtos de limpeza, e esse tipo de uso continua liberado. A Anvisa optou pela proibição por falta de estudos científicos que comprovem a segurança da babosa, ou seja, falta garantia de que ela não seja prejudicial à saúde.”

 A babosa já era usada pelos chineses há 6.000 anos, assim como pelos egípcios e pelos gregos há mais de 2.000 anos, e agora passou a ser “insegura para consumo”… E o que dizer então dos medicamentos alopáticos que foram aprovados por terem sido “investigados cientificamente” e “comprovados sua segurança e eficácia” pelo FDA americano, pela EMEA europeia e pela nossa ANVISA? Leia meus textos sobre “remédios inconvenientes” e reflita; nos EUA, os efeitos colaterais dos remédios são considerados pelas agências de seguro como a segunda causa de morte no país!

E ainda mais, o que dizer das reposições hormonais, dos exoestrogênios, dos agrotóxicos e afins? Qual é a segurança destes produtos, que são autorizados seus usos pela ANVISA, FDA e EMEA?

Ufa, vamos voltar agora ao tema em questão, a saúde atual das mulheres. Vamos analisar outro tópico muito importante na questão da adaptação biológica feminina ao mundo contemporâneo: 

O papel da mulher na evolução da espécie humana

 Embora eu conheça há anos esta ênfase nos estrogênios para explicar o maior número destas doenças nas mulheres, sempre achei esta explicação sem sentido porque seria o mesmo que admitirmos que a Natureza criou um “mecanismo de autodestruição”: os estrogênios, que são os hormônios responsáveis pela formação das  características sexuais secundarias femininas, em algum momento da vida das mulheres passariam a causar doenças autoimunes, câncer, infarto e fibromialgia! Qual é a lógica nisso? E porque as mulheres teriam todo este peso biológico, que pouparia os homens? Seria a primeira maldição de Deus para com as mulheres por Eva ter ouvido a serpente e dado o fruto proibido para Adão: “E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.  Gen 3:16”? Além disso, porque estes mesmos hormônios que existem desde o início da humanidade não explicam o aumento vertiginoso das doenças citadas nas mulheres na última década?

Analisando diversos pontos de vista e inúmeras teorias, cheguei à seguinte conclusão: o problema está na falta de adaptação biológica da mulher para o atual estilo de vida!

Vamos fazer um ligeiro estudo sobre a evolução da nossa espécie:

 “Os humanos anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos. Há 10 000 anos, a maioria dos seres humanos viviam como caçador-coletores, em pequenos grupos nômades. O advento da agricultura levou a Revolução Neolítica, quando o acesso a grande quantidade de alimentos levou à formação de assentamentos humanos permanentes, a domesticação dos animais e a utilização de instrumentos metálicos. A agricultura incentivou o comércio e a cooperação, resultando em sociedades complexas. Devido à importância desta época para o surgimento das civilizações humanas, essa era ficou conhecida como “Era dos Humanos”.

Há cerca de 6 000 anos, os primeiros proto-estados desenvolveram-se na Mesopotâmia, no Saara/Nilo e no Vale do Indo. Forças militares foram formadas para a proteção das sociedades e burocracias governamentais foram criadas para facilitar a administração dos estados. Os Estados colaboraram e concorreram entre si em busca de recursos e, em alguns casos, travaram guerras. Entre 2 000 e 3 000 anos atrás, alguns estados, como a Pérsia, a Índia, a China, o Império Romano e a Grécia, desenvolveram-se e expandiram seus domínios através da conquista de outros povos.

No final da Idade Média ocorre o surgimento de ideias e tecnologias revolucionárias. Na China, uma avançada e urbanizada sociedade promoveu inovações tecnológicas, como a impressão. Durante a “Era de Ouro do Islamismo” ocorreram grandes avanços científicos nos impérios muçulmanos. Na Europa, a redescoberta das aprendizagens e invenções da Era clássica, como a imprensa, levou ao Renascimento no século XIV. Nos 500 anos seguintes, a exploração e o colonialismo deixaram as Américas, a Ásia e a África sob o domínio europeu, levando à posteriores lutas por independência. A Revolução Científica no século XVII e a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX promoveram importantes inovações no setor dos transportes (transporte ferroviário e o automóvel), no desenvolvimento energético (carvão e a eletricidade) e avanços nas formas de governo (democracia representativa e o comunismo).” 23

 

Resumindo este quadro evolutivo do ser humano, nos últimos 200.000 anos as mulheres cuidaram dos seus filhos, da comida deles e da caverna, da oca ou da casa onde moravam, enquanto os homens iam para as caçadas ou para as guerras. Até duas gerações atrás (50 anos), as mulheres raramente trabalhavam fora do lar e isto mudou drasticamente em relação à origem da nossa espécie, numa proporção relativa de tempo de apenas 0,025%! O texto evidentemente socialista a seguir mostra o padrão geral do entendimento do papel das mulheres no mercado de trabalho ao longo da história humana: 

GÊNERO: UMA QUESTÃO FEMININA?

 “A sociedade humana é histórica, muda conforme o padrão de desenvolvimento da produção, dos valores e normas sociais. Assim, desde que o homem começou a produzir seus alimentos, nas sociedades agrícolas do período neolítico (entre 8.000 a 4.000 anos atrás), começaram a definir papéis para os homens e para as mulheres.

Nas sociedades agrícolas já havia a divisão sexual do trabalho, marcada desde sempre pela capacidade reprodutora da mulher, o fato de gerar o filho e de amamentá-lo. O aprendizado da atividade de cuidar foi sendo desenvolvido como uma tarefa da mulher, embora ela também participasse do trabalho do cultivo e da criação de animais.

Surgem as sociedades humanas, divididas em clãs, em tribos e aldeias. Na fase pré-capitalista o modelo de família era multigeracional e todos trabalhavam numa mesma unidade econômica de produção. O mundo do trabalho e o mundo doméstico eram coincidentes.

A função de reprodutora da espécie, que cabe à mulher, favoreceu a sua subordinação ao homem. A mulher foi sendo considerada mais frágil e incapaz para assumir a direção e chefia do grupo familiar. O homem, associado à ideia de autoridade devido a sua força física e poder de mando, assumiu o poder dentro da sociedade. Assim, surgiram as sociedades patriarcais, fundadas no poder do homem, do chefe de família.

A ideia de posse dos bens e a garantia da herança dela para as gerações futuras levou o homem a interessar-se pela paternidade. Assim, a sexualidade da mulher foi sendo cada vez mais submetida aos interesses do homem, tanto no repasse dos bens materiais, através da herança, como na reprodução da sua linhagem. A mulher passou a ser do homem, como forma dele perpetuar-se através da descendência. A função da mulher foi sendo restrita ao mundo doméstico, submissa ao homem.

As sociedades patriarcais permaneceram ao longo dos tempos, mesmo na sociedade industrial. Porém, nas sociedades industriais o mundo do trabalho se divide do mundo doméstico. As famílias multigeracionais vão desaparecendo e forma-se a família nuclear (pai, mãe e filhos). Permanece o poder patriarcal na família, mas a mulher das camadas populares foi submetida ao trabalho fabril. No século XVIII e XIX o abandono do lar pelas mães que trabalhavam nas fábricas levou a sérias consequências para a vida das crianças. A desestruturação dos laços familiar, das camadas trabalhadoras e os vícios decorrentes do ambiente de trabalho promíscuo fez crescer os conflitos sociais.

A revolução industrial incorporou o trabalho da mulher no mundo da fábrica, separou o trabalho doméstico do trabalho remunerado fora do lar. A mulher foi incorporada subalternamente ao trabalho fabril. Em fases de ampliação da produção se incorporava a mão de obra feminina junto à masculina, nas fases de crise substituía-se o trabalho masculino pelo trabalho da mulher, porque o trabalho da mulher era mais barato. As lutas entre homens e mulheres trabalhadoras estão presentes em todo o processo da revolução industrial. Os homens substituídos pelas mulheres na produção fabril acusavam-nas de roubarem seus postos de trabalho. A luta contra o sistema capitalista de produção aparecia permeada pela questão de gênero. A questão de gênero colocava-se como um ponto de impasse na consciência de classe do trabalhador.

Assim, nasceu a luta das mulheres por melhores condições de trabalho. Já no século XIX havia movimento de mulheres reivindicando direitos trabalhistas, igualdade de jornada de trabalho para homens e mulheres e o direito de voto.

Ao ser incorporada ao mundo do trabalho fabril a mulher passou a ter uma dupla jornada de trabalho. A ela cabia cuidar da prole, dos afazeres domésticos e também do trabalho remunerado. As mulheres pobres sempre trabalharam. A remuneração do trabalho da mulher sempre foi inferior ao do homem. A dificuldade de cuidar da prole levou as mulheres a reivindicarem por escolas, creches e pelo direito da maternidade.

Na sociedade capitalista persistiu o argumento da diferença biológica como base para a desigualdade entre homens e mulheres. As mulheres eram vistas como menos capazes que os homens. Na sociedade capitalista o direito de propriedade passou a ser o ponto central, assim, a origem da prole passou a ser controlada de forma mais rigorosa, levando a desenvolver uma série de restrições à sexualidade da mulher. Cada vez mais o corpo da mulher pertencia ao homem, seu marido e senhor. O adultério era crime gravíssimo, pois colocava em perigo a legitimidade da prole como herdeira da propriedade do homem.

No século XX as mulheres começaram uma luta organizada em defesa de seus direitos. A luta das mulheres contra as formas de opressão a que eram submetidas foi denominada de feminismo e a organização das mulheres em prol de melhorias na infraestrutura social foi conhecida como movimento de mulheres. A luta feminina também tem divisões dentro dela. Os valores morais impostos às mulheres durante muito tempo dificultaram a luta pelo direito de igualdade. As mulheres que assumiram o movimento feminista foram vistas como “mal amadas” e discriminadas pelos homens e também pelas mulheres que aceitavam o seu papel de submissas na sociedade patriarcal.

A luta feminina é uma busca de construir novos valores sociais, nova moral e nova cultura. É uma luta pela democracia, que deve nascer da igualdade entre homens e mulheres e evoluir para a igualdade entre todos os homens, suprimindo as desigualdades de classe.

Após a década de 1940 cresceu a incorporação da força de trabalho feminina no mercado de trabalho, havendo uma diversificação do tipo de ocupações assumidas pelas mulheres. Porém, no Brasil, foi na década de 1970 que a mulher passou a ingressar de forma mais acentuada no mercado de trabalho. A mulher ainda ocupa as atividades relacionadas aos serviços de cuidar (nos hospitais, a maioria das mulheres são enfermeiras e atendentes, são professoras, educadoras em creches), serviços domésticos (ser doméstica), comerciárias e uma pequena parcela na indústria e na agricultura.

No final dos anos 1970 surgem movimentos sindicais e movimentos feministas no Brasil. A desigualdade de classe juntou os dois sexos na luta por melhores condições de vida. O movimento sindical começou a assumir a luta pelos direitos da mulher. Na década de 1980, quando nasceu a CUT, a bandeira das mulheres ganhou mais visibilidade dentro do movimento sindical. Surgiu na década de 1980 a Comissão Nacional da Mulher Trabalhadora, na CUT.

A luta pela democratização das relações de gênero persistiu e com a Constituição Federal de 1988 a mulher conquistou a igualdade jurídica. O homem deixou de ser o chefe da família e a mulher passou a ser considerada um ser tão capaz quanto o homem.

Na década de 1990, no Brasil, a classe trabalhadora enfrentou o problema da desestrutração do mercado de trabalho, da redução do salário e da precarização do emprego. As mulheres são as mais atingidas pela precarização do trabalho e pela gravidade da falta de investimentos em equipamentos sociais (creches, escolas, hospitais). Embora sejam mais empregáveis que os homens, isso decorre da persistente desigualdade da remuneração do trabalho da mulher. A mulher passou a ter um nível educacional igual e às vezes até superior ao do homem, porque como enfrenta o preconceito no mundo do trabalho, ela deve se mostrar mais preparada e com maior escolarização para ocupar cargos que ainda são subalternos.

Os critérios de contratação das mulheres no mundo do trabalho estão impregnados pela imagem da mulher construída pela mídia e colocada como padrão de beleza. O empregador ainda busca a moça de “boa aparência”. Assim, as mulheres sofrem dupla pressão no mercado de trabalho, a exigência de qualificação profissional e da aparência física. O assédio sexual ainda é uma realidade para a mulher no mundo do trabalho, isso decorre da própria cultura patriarcal que foi colocando o homem como o senhor do corpo da mulher.

Apesar de tantas dificuldades as mulheres conquistaram um espaço de respeito dentro da sociedade. As relações ainda não são de igualdade e harmonia entre o gênero feminino e o masculino. O homem ainda atribui à mulher a dupla jornada, já que o lar é sua responsabilidade, mas muitos valores sobre as mulheres já estão mudando. O homem também está em conflito com o papel que foi construído socialmente para ele, hoje ser homem não é nada fácil, pois as mulheres passaram a exigir dele um novo comportamento que ele ainda está construindo.

Quando a igualdade de gênero se coloca, cresce o espaço da democracia dentro da espécie humana. A democratização efetiva da sociedade humana passa pela discussão das relações de gênero, neste sentido a luta das mulheres não está relacionada apenas aos seus interesses imediatos, mas aos interesses gerais da humanidade.” 24 

A mulher no contexto atual do mundo 

Vimos, no texto acima, que “no Brasil foi na década de 1970 que a mulher passou a ingressar de forma mais acentuada no mercado de trabalho”. E este fato é a maior causa responsável pelo aumento nas mulheres das doenças citadas acima, embora seja negligenciada por questões econômicas óbvias:

 Na pesquisa citada inicialmente do HCor (Hospital do Coração de São Paulo), de acordo com o cardiologista Cesar Jardim as doenças cardiovasculares eram predominantemente masculinas, cenário que mudou nos últimos tempos, já que “as mulheres trabalham tanto ou até mais do que eles, e ainda continuaram sendo responsáveis por manter a rotina da casa e cuidar dos filhos”.  2

E na pesquisa do enfarto em mulheres paraibanas, de acordo com os médicos, “a inserção no mercado de trabalho, estresse, consumo abusivo do cigarro, hipertensão e obesidade são fatores que contribuem para este crescimento”.

Um levantamento da Unimed em São Paulo demostrou que as mulheres que sofrem infarto morrem mais do que os homens em qualquer faixa etária: para cada 100 internamentos por enfarte, morrem 12 homens e 18 mulheres. De 30 a 39 anos, por exemplo, a taxa de mortalidade das mulheres representa 13,33% do total de internações, enquanto, nos homens, é de 5,61%. Um dado interessante desta reportagem diz que “Até pouco tempo, a literatura médica mostrava que a incidência de infarto abaixo dos 65 anos era considerada incomum entre o público feminino”. “Mulheres que enfartavam tinham sempre mais de 65 anos. Hoje as mulheres fumam mais e estão presentes em ambientes de trabalho competitivos e estressantes. Por esse motivo, esse mal acomete cada vez mais pessoas do sexo feminino com 30, 40 anos”, afirma Marcelo Ferraz Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese. 25  

Outro texto mais aprofundado detalha mais este tema, colocando a década de 70 como o início deste estopim: 

Levantamento em SP mostra que mulher morre mais de infarto do que homem

 “Mulheres que sofrem infarto morrem mais do que os homens em qualquer faixa etária. É o que mostra levantamento realizado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo com base em dados do ano passado dos hospitais públicos do Estado. Na média, de acordo com a pesquisa, a cada 100 homens internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido a um enfarte, 12 morrem. Já entre as mulheres, a taxa de mortalidade é maior: são 18 mortes a cada 100 internadas. A situação é semelhante em todas as faixas etárias. De 30 a 39 anos, por exemplo, a taxa de mortalidade das mulheres representa 13,33% do total de internações, enquanto, nos homens, é de 5,61%. Na faixa de 80 anos, a cada 100 mulheres internadas, 34,82 morrem. Entre os homens, são 27,22. Até pouco tempo, a literatura médica mostrava que a incidência de infarto abaixo dos 65 anos era considerada incomum entre o público feminino.” 26 

Cresce a incidência de infarto em mulheres 

“Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que, nos últimos anos, o número de mulheres em posição de comando nas companhias cresceu cerca de 30%. Este indicador explica, em parte, o aumento do número de ataques cardíacos no público jovem feminino. Hoje, o infarto é considerado a principal causa de morte entre as brasileiras.

De acordo com o Ministério da Saúde, na década de 70, de cada dez pessoas que sofriam do problema, apenas uma era mulher. Hoje, esse número subiu para quatro em cada dez infartos. A doença já supera até mesmo os índices de câncer de mama, uma das patologias que mais assustam as mulheres. 

Segundo os especialistas, esse aumento pode ser atribuído, em grande parte, ao novo perfil assumido pelas mulheres. De acordo com a cardiologista e coordenadora do centro de check-up do Hospital Sírio-Libanês, Danielli Haddad, ao entrar para o mercado de trabalho a mulher passou a ter uma carga muito maior de responsabilidades. 

Somado às preocupações do cotidiano, vem também o estresse decorrente do trabalho. “Pressões por resultados, competitividade, necessidade de estar sempre atualizada, são fatores que foram incorporados ao dia-a-dia feminino”, conta a especialista, que acrescenta: “Hoje, além da atenção à carreira profissional, as mulheres também acumulam as funções de mãe, de esposa e de dona de casa; isso acontece porque, apesar das conquistas no mundo corporativo, as relações maritais permanecem as mesmas, ou seja, cuidar dos afazeres domésticos, preparar o jantar para a família e buscar as crianças na escola, por exemplo, continuam sendo, culturalmente, atribuições da mulher”, diz. 

Danielli explica que, para dar conta de tudo isso, a mulher entra num ritmo frenético e até mesmo atividades simples, como praticar algum exercício físico ou fazer uma refeição balanceada e tranquila, parecem não caber na agenda do dia. 

A saída encontrada para a escassez de tempo é recorrer aos famosos fast foods – ricos em gorduras e extremamente prejudiciais, já que contribuem para o aumento de peso e do colesterol, dois fatores importantes para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. 

“O excesso de metas a serem cumpridas deixa a pessoa ansiosa, fazendo com que ela se esqueça de cuidar de si própria, e, pior, estimulando a adoção de hábitos pouco saudáveis, como o fumo, cada vez mais comum entre as mulheres”, diz. Uma pesquisa realizada pela Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, indica que o risco de infarto em mulheres fumantes é seis vezes maior do que nas não-fumantes. Dados estatísticos mostram, ainda, que o fumo é responsável por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos. 

A combinação do fumo ao uso de anticoncepcionais pode resultar também numa fórmula explosiva para o organismo. De acordo com o estudo norte-americano, nesses casos, o risco da mulher sofrer um ataque cardíaco pode ser até 30 vezes maior. A explicação disso está nos hormônios femininos – estrogênio e progesterona – que protegem as mulheres de doenças como o infarto, mas que têm esse efeito reduzido pelo cigarro. 

É, aliás, justamente devido à redução desses níveis hormonais que as mulheres ficam mais propensas a problemas cardiovasculares após a entrada da menopausa. O estrógeno promove elevados teores de lipoproteínas de alta densidade (HDL), conhecidas como “bom colesterol”, que ajudam a manter as artérias livres de arteriosclerose (acúmulo de gordura no vaso sanguíneo). “Na menopausa, esses níveis caem significativamente, e como a reposição hormonal ainda é uma questão polêmica entre os médicos, o ideal é adotar medidas preventivas desde a juventude”, avalia Danielli.” 27

 

Em outra página do meu site eu demonstro que toda esta história de “bom” e “mal” colesterol é um grande mito, e assim também é a questão do estrogênio como vilão da saúde da mulher. 

Cérebros masculinos & femininos 

Voltando à questão da evolução biológica do sexo feminino, vemos que durante o processo evolutivo de milhares de anos, o cérebro das mulheres se desenvolveu para organizar o espaço em que elas viviam com os seus filhos, cuidando da saúde, da alimentação e da integridade os mesmos. Já o cérebro masculino se ocupava em buscar alimentos para as mulheres e seus filhos e para defendê-los de possíveis perigos externos (animais e inimigos). Estas adaptações fizeram com que o cérebro feminino se tornasse mais comunicativo e organizacional: 

“O cérebro feminino, por exemplo, tende a ser mais organizado para dar conta da linguagem. Mulheres costumam se dar melhor em testes de fluência verbal. Elas têm, por exemplo, mais facilidade em recordar uma lista de palavras começando com a mesma letra. A coordenação motora fina é melhor entre as mulheres. Elas também têm mais facilidade em identificar com rapidez figuras idênticas entre imagens semelhantes ou perceber se determinado objeto foi removido do lugar. O sexo feminino costuma ser melhor em testes de associações de ideias – fazer uma lista de objetos com a mesma cor, por exemplo. No cérebro feminino, a marca é a empatia. “Mulheres tendem a ter mais facilidade em identificar emoções alheias e em responder de forma apropriada.” Para Baron-Cohen, a empatia é estreitamente associada à habilidade verbal. Um fator é ao mesmo tempo causa e consequência do outro.” 

“Na orientação espacial, ponto para os homens. Na média, o sexo masculino tem também mais facilidade em visualizar objetos em rotação, identificar figuras geométricas escondidas num desenho mais amplo, calcular distâncias e velocidades. E, como os macacos machos, os homens são mais precisos em acertar objetos em determinado alvo. Mas para Baron-Cohen, há uma diferença básica entre a média dos homens e das mulheres. Pelo seu raciocínio, homens tendem a ter mais habilidade na sistematização. Ou seja, têm o cérebro mais bem estruturado para entender sistemas baseados em regras rígidas de causa e consequência. Daí a maior habilidade masculina nas ciências exatas e na orientação espacial.” 

Mas onde está a origem das diferenças biológicas entre os cérebros de cada sexo? Baron-Cohen (psicólogo da Universidade de Cambridge) aposta na evolução da espécie: “Nossos ancestrais tinham papéis bem definidos na comunidade, que exigia habilidades específicas. Para os homens, quanto maior a orientação espacial e habilidade para produzir armas – fatores associados à sistematização -, maiores as chances de sucesso na caçada. Tolerância à solidão era outro fator favorável às longas empreitadas masculinas. Bons caçadores aumentavam a chance de sobrevivência e de ascensão social. Quanto maior sua posição no grupo, maior seu acesso às mulheres e mais descendentes para espalhar seus genes. Mas não só o talento para caça ajudava os homens a ganhar status na comunidade. O mesmo valia para maior dose de agressividade e menor grau de empatia, muitas vezes necessários para derrotar adversários, diz Cohen. Quanto às mulheres, os requisitos eram outros. Maior empatia e habilidade para comunicação ajudam não só a cuidar dos filhos como a conseguir ajuda no grupo para tomar conta das crianças, fatores essenciais para a sobrevivência da prole”.

Também os hormônios femininos podem influenciar comportamentos, diz Cohen. Ele conta que, nos anos 50, uma forma de estrogênio sintetizada, o dietilestilbestrol, era receitada a mulheres para evitar abortos. O hormônio não mostrou eficácia para impedir o fim da gravidez. Mas teve outro efeito. Os meninos nascidos após o tratamento tendiam a gostar de atividades femininas, como brincar de boneca. Para ele, um dos principais responsáveis pelas diferenças entre os dois sexos é o hormônio masculino testosterona. Segundo algumas teorias, quanto maior o nível da substância nos fetos, maior o desenvolvimento do lado direito do cérebro, tradicionalmente relacionado à inteligência espacial. É por isso que, ainda no útero, o hemisfério direito dos meninos se desenvolve mais rapidamente que o esquerdo. Para Baron-Cohen, é justamente aí que está o ponto de partida da vantagem masculina na sistematização. 28 

Resumindo todo este estudo, minhas conclusões em relação ao funcionamento biológico feminino se resumem nos seguintes pontos: 

  1. As mulheres são mais organizacionais e comunicativas que os homens (já que se desenvolveram por milhares de anos cuidando dos seus filhos, da comida e da caverna);
  2. As mulheres têm uma grande necessidade de ter controle sobre todos os eventos por elas vividos ou imaginados (acredito que seja pela prática milenar em organizar o seu núcleo familiar);
  3. As mulheres levam TUDO muito a sério (ainda não sei por que isto acontece, mas é visível em quase todas elas);
  4. As mulheres são extremamente competitivas entre si (penso que isto se desenvolveu pela necessidade de garantir o retorno do seu marido para sua casa, trazendo segurança e comida para a família).
  5. As mulheres têm mais estrogênio e ocitocina do que testosterona, o que em vez de auxiliar, dificulta a competição no mercado de trabalho. 

Todos estes fatores fazem com que a maioria das mulheres pense de forma programada: elas estão sempre programando a sua vida, os seus afazeres e os seus horários: trabalho, filhos, escola, academia, supermercado, refeições, marido, festas, visitas à família e amigos, transportes, etc. Muitas têm agendas lotadas e complexas, que raramente tão conta totalmente. O quarto fator citado é muito importante, por que vejo uma constante atitude de comparação e uma eterna competição entre as mulheres. Normalmente as mulheres não cortam ou pintam os seus cabelos para serem notados pelos homens, mesmo porque nós raramente notamos… assim como usam roupas, bolsas ou sapatos caros e de marca (qual homem sabe o nome de uma marca de bolsa ou de sapato?). As mulheres querem ficar extremamente magras, estereótipo não apreciado pela maioria dos homens… Ao ver uma mulher muito bem vestida e produzida, o homem busca com o olhar os seus seios e as suas nádegas e depois a imagina “sem roupas”, sejam quais sejam as suas etiquetas ou valores de mercado! Só as outras mulheres ou os gays olhariam para a marca da roupa e dos acessórios e saberiam o seu preço nas lojas… Então porque as mulheres fazem tudo isto? Eu acredito que seja para “marcar território” e para mostrar para as outras mulheres (e gays potencialmente competitivos) que elas estão “no páreo” e que são fortes competidoras para conseguirem os melhores homens/reprodutores do espaço ou para garantirem aqueles que já possuem. Uma mera questão instintiva, mas também uma pulsão profunda enraizada desde as origens da nossa espécie.

 Além de tudo isso, a mídia é tirânica com as mulheres, exigindo delas uma atitude de Mulher Maravilha: ela tem que ser uma heroína em todos os sentidos e além disso, eternamente jovem e magra! Um mito impossível de cumprir, já que até a Mulher Maravilha envelheceria no mundo real e, se tivesse se casado, já não conseguiria mais salvar o mundo!

Um filme recentemente lançado e que tenho recomendado a minhas pacientes é “Não sei como ela consegue”: “Kate Reddy (Sarah Jessica Parker) é o modelo de mulher moderna. Divide habilmente seu tempo entre os afazeres domésticos como mãe de família e os profissionais, decorrentes de seu trabalho como analista financeira. Quando a grande oportunidade de ascender na carreira aparece, vê sua vida virar do avesso por causa das inúmeras viagens que têm de fazer ao lado de Jack Abelhammer (Pierce Brosnan), charmoso banqueiro com quem passa a desenvolver um projeto. Kate se vê, então, diante de um dilema: como conciliar amor, trabalho e família e não sucumbir aos encantos do colega de trabalho bonitão?” É um filme para dar muitas risadas e ao mesmo refletir sobre o caminho que estamos trilhando neste século XXI. O Brasil sempre seguiu os Estados Unidos como modelo de padrão de vida, mesmo nestes 12 anos de governo do PT; nossa economia continua sendo Neo Liberal e a mulher capitalista ainda é o ideal da maioria das brasileiras. Qual mulher brasileira seguiria um modelo indiano, tibetano, árabe, chinês ou nigeriano? 

Fibromialgia x Fadiga Crônica: farinhas do mesmo saco? 

Voltando para a questão da Fibromialgia, segundo a teoria que estou lançando agora, todos estes fatores associados levam as mulheres a uma tensão muscular crônica, o que produz ácido lático e inflamação local, com mais dor e novo ciclo de tensão, inflamação e dor. Este processo, ao longo dos anos, esgota as suprarrenais, gerando a Síndrome da Falência da Suprarrenal ou da Fadiga crônica, que compartilham diversos sintomas em comum: 

Fadiga Crônica:

Muitos órgãos podem ser afetados em uma síndrome e a pessoa com fadiga crônica pode apresentar muitos sintomas como:

  1. Necessidade de aumentar o esforço para manter o mesmo nível de força: corresponde a um dos primeiros sintomas e ocorre devido a uma atividade deficiente dos músculos dos quais depende o esforço físico;
  2. Dor muscular (mialgia): é também comum e pode ser decorrente de um déficit de energia para o funcionamento da musculatura. Está muito relacionada ao esforço e, é um mecanismo de defesa do músculo para evitar sua lesão.
  3. Distúrbios intestinais: prisão de ventre, diarreia etc.;
  4. Alterações psíquicas: não são raras e podem estar relacionadas a algum comprometimento cerebral, o principal sintoma é a depressão;
  5. Dores de garganta e febre baixa por longos períodos que podem ser acompanhados pela presença de gânglios sensíveis (linfonodos). Sugerem a existência de um processo inflamatório que poderia, talvez, ser a causa da síndrome;
  6. Sono interrompido várias vezes à noite e não restaurador (o paciente acorda cansado);
  7. Distúrbios da memória: sugere que o paciente não atinge uma das fases do sono normal, em que tanto a memória como outras funções cerebrais se reorganizam. Este último fato está bem comprovado, pois existe necessidade de certo repouso para que os vários estímulos recebidos pelo cérebro possam ser classificados, localizados e aproveitados, ou não, para o futuro;
  8. Fibromialgia: dores intensas em todo o corpo, verificadas pela presença de pontos muito dolorosos, em determinados locais, presente em 50% dos casos de fadiga crônica. 

Fibromialgia:

Sintomas mais comuns:

1. Dor generalizada pelo corpo por, pelo menos, três meses.

2. Sono inquieto, superficial e não-restaurador (o paciente já acorda cansado).

3. Cansaço, perda de energia e diminuição da resistência a exercícios físicos.

4. Cólon irritado (diarreia alternada com prisões de ventre) e outras disfunções intestinais.

5. Formigamento e dormência nos braços, pernas, rosto e, sobretudo, nas mãos e nos pés.

6. Depressão e ansiedade crônicas.

7. Cefaleia (dores de cabeça)

8. Sensação de inchaço nas articulações.

9. Rigidez muscular.

10. Desconforto diante de mudanças

11. Gerais: Falta e/ou dificuldade de concentração; perturbações de memória; problemas de sono e/ou sono não reparador; visão nublada ou vista cansada; tonturas; letargia; irritabilidade; nervosismo; entorpecimento dos músculos, tendões e ligamentos; rigidez matinal; dores contínuas que mudam de intensidade e ou de sitio; sensação de queimadura; sensação que os músculos se movem sozinhos; dificuldade em engolir; dor na articulação temporo-mandibular; dor no peito; uma sensação geral e muito grande de fraqueza e cansaço muscular e por vezes a sensação de que impulsos elétricos estão atravessando o corpo; erupções cutâneas; por vezes inchaços nas palmas das mãos e solas dos pés; aumento das dores menstruais e uterinas; zumbidos nos ouvidos; maior sensibilidade ao frio; etc. 

O único exame disponível no mercado mundial que pode identificar a Fibromialgia é a Termografia, um exame feito com fotos infravermelhas que definem as temperaturas do corpo no momento do exame. Com este exame pode-se encontrar um padrão chamado de “Sinal do Manto”, encontrável em pacientes com a Fibromialgia. Sinal do Manto: 

   

Sinal do Manto 

Sinal do Manto

Fibromialgia e perfil psicológico 

O consenso do perfil psicológico dos pacientes com Fibromialgia está associado ao perfeccionismo, à autocrítica severa, à busca obsessiva do detalhe. 29

Já o Leme, do Instituto Leme, faz um aprofundamento no seu livro sobre Fibromialgia:

 27- Existe um perfil psicológico do fibromiálgico?

De uma maneira geral, as pessoas têm um perfil psicológico desde a infância ou viveram um período com tal perfil. Normalmente, os fibromiálgicos se caracterizam como pessoas muito exigentes com si mesmas e com os outros; muito perfeccionistas; consideram-se mais capazes que os demais para realizar qualquer tarefa; não sabem aguardar os outros para fazer atividades que o corpo não seria capaz de realizar sozinho (erguer peso, afastar objetos pesados, etc); têm uma auto-estima baixa e por isso, se desdobram em tudo o que fazem e têm muita dificuldade de esperar o momento de sarar para retornarem à agitação de antes. Obs. Este perfil é para apenas 60 a 80% dos casos.

Em relação ao fato de acometer mais as mulheres, ele responde:

26- Por que a Fibromialgia afeta bem mais as mulheres?

Segundo as pesquisas que desenvolvemos em nosso Centro Terapêutico, concluímos que as alterações dos níveis hormonais durante a vida e/ou mesmo durante o mês (ciclo mensal) e, em alguns casos, também a gravidez e o parto, fazem com que as mulheres tenham maior propensão a sofrer de Fibromialgia. Uma outra agravante é que as mulheres toleram permanecer com dor mais que os homens.

Elas vão “aguentando” até o dia em que não mais suportam as dores. Como o nosso sistema esquelético-muscular é semelhante ao funcionamento de uma máquina, quanto mais problemas ele apresente, e se não forem corrigidos, mais provocam novos problemas. Por isso, as mulheres, como são mais resistentes à dor, continuam a realizar todas as suas atividades sem se importarem com o que estão sentindo, agravando demasiadamente os seus casos em relação aos homens.” 30

 Um interessante estudo de Solange Silva intitulado “Características psicológicas presentes em mulheres portadoras de fibromialgia”, da Universidade de Guarulhos, serve também para reflexão: 

Observa-se que 91% das colaboradoras antes de apresentarem o diagnostico de fibromialgia passaram por perdas dolorosas como por exemplo: morte de filhos, maridos, pais e apenas 9% não sofreram nenhuma situação significativa antes de ser diagnosticado. Pode-se observar que 64% das mulheres não estão vivendo estresse situacional neste momento e 36% apresentam estar vivenciando um momento estressante. Existe um grande numero de mulheres que estão vivenciando o estresse situacional, apresentam menos recursos dos requeridos para enfrentar seus disparadores internos de tensão, ou melhor, essas mulheres estão sobrecarregada, estão recebendo mais estimulações irritativas do que seus recursos permitem, dificultando as suas reações diante de uma situação nova e geralmente funciona melhor em meios rotineiros e previsível. Quanto mais nova e complexa for a realidade que enfrentam, mais confuso se sentem, produzindo condutas ineficazes. Observa-se que 73% das mulheres com fibromialgia apresentam decisões e condutas ambíguas e 27% suas condutas e decisões são extratensivo. As mulheres que possuem condutas e decisões ambíguas reflete uma maior vulnerabilidade diante das dificuldades, pois se trata de indivíduos mais vacilantes, que necessitam mais tempo para concluir suas tarefas e têm menos coerência interna, o que torna a sua conduta muito mais imprevisível. A maioria das mulheres com fibromialgia apresentam Déficit Relacional de 37%.

Conclusões: Os resultados obtidos comprovam a hipótese de que as maiorias das mulheres antes do advento da fibromialgia passaram por situações de perdas dolorosas, que podem ter influenciado no desenvolvimento ou evolução da fibromialgia, como uma forma de expressão de forma concreta da angustia vivenciada por essas mulheres. Apresentam dificuldade de se relacionar consigo mesmo e com os outros que podem ser comprovadas através do método Rorschach, podendo ser ocasionada exatamente por essa perda dolorosa, apresentando também traços depressivos e uma autocrítica negativa. Conseguimos identificar o perfil de personalidade presente nas mulheres portadoras de fibromialgia, são mulheres que apresentam dificuldade de relacionar com os outros, ficam irritadas quando as pessoas não fazem as coisas que elas querem e da maneira que elas acreditam ser a maneira correta, apresentando o comportamento infantil, vivendo sempre o amanhã esquecendo de aproveitar o hoje, esperando que o futuro lhe reserve coisas negativas devido às perdas dolorosas que viveram, não conseguem vê o lado bom das situações que vivencia. Com isso dificultando tanto a sua vida quanto das pessoas que as cercam, buscando sempre tem atitudes adequada e corretas, ou seja, apresenta comportamentos que a sociedade acredita ser o adequado. Os resultados nesta pesquisa possibilitam que possamos pensar na fibromialgia como histeria de conversão, porém está hipótese deve ser investigada mais profundamente. 31 

Como eu tenho uma visão sistêmica da complexidade, estive questionando se estas avaliações sobre estresse são globais ou localizadas; se elas acontecem apenas no Ocidente ou também nos países do Oriente… E encontrei um estudo extremamente interessante, conduzido por uma empresa de marketing: 

Onde vivem as mulheres mais estressadas do mundo?

(CNN) – Um estudo recentemente divulgado pela Companhia Nielsen que analisa os hábitos de consumo de mulheres em países emergentes e desenvolvidos descobriu que as mulheres na Índia são as mais estressadas – e que elas gastam de formas diferentes.

O Estudo “As Mulheres de Amanhã”, que analisou 6.500 mulheres em 21 nações diferentes de fevereiro a abril de 2011, descobriu que a esmagadora quantidade de 87% das mulheres indianas disse se sentirem estressadas na maior parte do tempo, com 82% delas afirmando que não tiveram tempo para relaxar.

As mulheres indianas não estão sozinhas. A grande maioria das mexicanas (74%) e das mulheres russas pesquisadas (69%) também relatou se sentirem estressadas.

Eis a lista dos 21 países pesquisados na ordem das mulheres mais estressadas: 

  1. Índia (87%)
  2. México (74%)
  3. Rússia (69%)
  4. Brasil (67%)
  5. Espanha (66%)
  6. França (65%)
  7. África do Sul (64%)  Itália (64%)
  8. Nigéria (58%)
  9. Turquia (56%)
  10. UK (55%)
  11. EUA (53%)
  12. Japão (52%) do Canadá (52%)  Austrália (52%)
  13. China (51%)
  14. Alemanha (47%)
  15. Tailândia (45%) Coréia do Sul (45%)
  16. Malásia (44%) Suécia (44%)

 Observou-se a partir da pesquisa que apesar de serem as mais estressadas, as mulheres indianas foram também as mais propensas a gastar os rendimentos disponíveis para si mesmas. Mais de três quartos disseram que iriam gastar em produtos de saúde e beleza, enquanto 96% responderam que iriam comprar roupas.

Ao longo da tabela, as mulheres nos países em desenvolvimento gastaram mais de seu dinheiro adicional em roupas, saúde e itens de beleza, alimentos e educação para seus filhos. As mulheres pesquisadas nas economias desenvolvidas dedicaram mais do seu dinheiro para férias, poupança e pagar dívidas.

“As mulheres de todo o mundo estão atingindo níveis mais elevados de educação, juntando-se à força de trabalho em maior número e contribuindo mais para a renda familiar”, disse Susan Whiting, vice-presidente da Nielsen, em um comunicado que acompanhou o levantamento. ”As mulheres estão aumentando seu poder de compra, e com isso ganham mais controle e influência sobre as decisões domésticas importantes. Como resultado, as mulheres de hoje e de amanhã são consumidoras poderosas e entender seus hábitos e atitudes é criticamente importante para os comerciantes e anunciantes”.

A pesquisa da Nielsen constatou que em todo o mundo, as mulheres desempenham várias funções que contribuem para os seus níveis de estresse, mas que a infraestrutura social que lhes permite navegar nestes papéis diferiu entre os mercados emergentes e desenvolvidos. Como resultado, as mulheres em mercados emergentes tendem a ser mais estressadas do que as mulheres no mundo desenvolvido, com as mulheres na Índia, México e Nigéria se sentindo mais pressionadas pelo tempo.

Então por que exatamente as mulheres em mercados emergentes são mais estressadas do que as mulheres nos países desenvolvidos? O Economic Times sugere que, no caso da Índia, as empresas e locais de trabalho têm se desenvolvido, enquanto que a sociedade permaneceu estática, o que significa que as mulheres devem conciliar uma carreira moderna e sua ocupação com a vida familiar, bem como manter-se em conformidade com os padrões tradicionais.

Embora os tempos pareçam estar mudando, as mulheres pesquisadas nas economias emergentes viram a estabilidade financeira e a educação e o acesso à tecnologia para suas filhas melhorar mais rápido do que de seus pares no mundo desenvolvido.

Embora pressionadas pelo tempo, como os comerciantes devem agir para fazer as mulheres que controlam os orçamentos domésticos abrirem as suas carteiras? A chave, ao que parece, é a mídia social.

Independentemente da sua localização global, as mulheres são usuárias mais prolíficas das redes sociais do que os homens. As mulheres falam 28% a mais e enviam textos 14% a mais do que os homens a cada mês, e também visitam mais sites de Internet do que seus colegas do sexo masculino. Mais da metade das mulheres em países desenvolvidos e emergentes dizem que computadores, telefones celulares e smartphones têm mudado suas vidas para melhor.

“Para se conectar com as mulheres, as estratégias devem ser sociais e relevantes”, disse Whiting, considerando que o aumento do uso das redes sociais pelas mulheres significa que elas estão seguindo as marcas mais do que os homens.

Os resultados da Nielsen mostram que as antigas formas de publicidade ainda reinam. Em 17 dos 21 países pesquisados, a televisão foi avaliada como a fonte número um para descobrir sobre novos produtos e lojas. No entanto, em todo o mundo, mais de 70% das mulheres nos países desenvolvidos e mais de 80% das mulheres nos mercados emergentes confiam completamente ou em parte mais nas indicações orais do que todas as outras mídias publicitárias.” 32

 Brasil é segundo país com maior nível de estresse do mundo, mostra pesquisa

 De cada dez trabalhadores, três pelos menos sofrem de esgotamento mental intenso causado por pressões no trabalho

Um levantamento da International Stress Managemente Association (Associação Internacional do Controle do Estresse) aponta o Brasil como o segundo país do mundo com o maior nível de estresse do mundo. De cada dez trabalhadores, três pelos menos sofrem da chamada síndrome de Burn Out, esgotamento mental intenso causado por pressões no ambiente profissional. 

Os mais atingidos são profissionais que lidam diretamente com o público, como médicos, professores e enfermeiros. A Síndrome do Burn Out, que em inglês significa queimar por completo, é o último nível de estresse. Ele se caracteriza por esgotamento mental intenso, principalmente por pressões no ambiente de trabalho.

Os principais sintomas físicos do Burn Out são dores de cabeça, distúrbio no sono, dores musculares, problemas gastrointestinais, consumo de álcool ou drogas, pressão arterial elevada e alterações na libido. Emocionalmente, a pessoa se sente esgotada, com falta de sensibilidade, sentimento de incapacidade, descompromisso, falta de emoções, depressão por desilusão e perda de ideais.

Para amenizar os problemas, os médicos recomendam a busca de outros prazeres, como família e amigos e também a prática de exercícios físicos que ajudam a liberar a tensão. 33 

Enfim, o modelo americano de economia capitalista fez as mulheres acreditarem que elas devem ser iguais a este ícone das histórias em quadrinhos, a Mulher Maravilha! Ela deve ser superpoderosa, linda, sexy, inteligente, competente e, acima de tudo, eternamente magra e jovem!:

 

Finalizando, as mulheres brasileiras estão em quarto lugar de estresse mundial (67%) e os brasileiros em geral, estão no segundo lugar mundial! Realmente, nós somos um país que está dando certo!: em relação à corrupção, estamos no 73º lugar entre os 182 países pesquisados pela organização Transparência internacional. Na educação, estamos no 88º lugar do mundo e no estresse, estamos em 2º!

Como vimos até aqui todos estes fatores citados merecem profundas e complexas reflexões, já que o momento que a humanidade está passando é um momento de grande transformação, observando-a na sua história milenar e nas consequências da Revolução Industrial, Capitalismo x Socialismo e o papel das mulheres em todo este contexto. Acredito que o preço que as mulheres estão pagando por tudo isto é muito alto, ou seja: suas saúdes e suas próprias vidas!

Acredito também que o mundo em breve passará por um grande colapso econômico e muitas destas questões terão que ser revistas em grande profundidade e abrangência.

Por enquanto sugiro a todas as mulheres que reflitam sobre o que aqui leram, examinem as suas vidas e o que estão fazendo com ela e fazem os ajustes necessários para manterem ou recuperarem a saúde física, mental e emocional que todo mundo deseja, mas raramente se dedica a ela.

Quanto a estas doenças e causas acima citadas muita coisa pode ser feita de bom e de positivo, mas isto implica necessariamente em uma mudança de estilo de vida (dieta x estresse x sedentarismo) e o comprometimento consciente consigo mesmo. Sem uma autoestima que assegure sua vontade de mudar e sem uma equipe multidisciplinar composta por psicólogos, médicos e fisioterapeutas, entre outros, pouco se pode fazer de eficaz e definitivo.

1. http://www.areaseg.com/toxicos/fumo.html e http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDI0-15230-1-145409,00.html

2. http://noticias.r7.com/saude/noticias/aumenta-numero-de-mulheres-que-sofrem-infarto-em-sao-paulo-20110524.html

3. http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20120802063113&cat=saude&keys=cresce-numero-infarto-mulheres-paraiba

4. http://istoegente.terra.com.br/noticias/gente/morre-a-filha-de-roberto-carlos/ e http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/04/morre-aos-96-anos-lady-laura-mae-do-cantor-roberto-carlos.html

5. http://noticias.gospelmais.com.br/mulher-sofre-infarto-morre-durante-culto-igreja-quadrangular-33401.html

6. http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2012/08/06/306091-mulher-tem-infarto-e-morre-em-parque-de-diversoes-do-reino-unido

7. http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2011/06/24/mulher-acorda-no-proprio-velorio-passa-mal-com-o-susto-e-morre-minutos-depois.htm

8. http://glaucia-vivasemgluten.blogspot.com.br/2012/07/aumento-das-doencas-auto-imunes.html

9. http://www.sociedadereumatologiars.com.br/FIBROMIALGIA.pdf

10. http://www.saudecominteligencia.com.br/fibromialgia.htm

11. http://www.colegioweb.com.br/biologia/estrogeno.html

12. http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4307468-EI238,00-Menopausa+pode+aumentar+o+risco+de+infarto.html

13. http://www.activite.com.br/?conteudo=canal&id=50&canal_id=6

14. http://www.fibromialgiabrasil.com.br/teo-endoc.htm

15. http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/prevencao

16. http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/mastologia/Boletim%20Mastologia/2edicao_jan09.pdf

17. http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/09/070912_pilulacancerrisco_ba.shtml

18. http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070419_hormonalcancer_ir.shtml

19. http://www.imebi.com.br/hormonio.php

20. http://drapaulafigueiredo.blogspot.com.br/2011/09/xenoestrogenios-nosso-futuro-roubado.html

21. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/892662-estudo-aponta-agrotoxico-em-leite-materno-em-mt.shtml

22. http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2006/09/25/26961-estudo-mostra-chumbo-em-leite-materno.html

23. http://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_sapiens

24. http://www.uepg.br/nupes/genero.htm

25. http://noticias.r7.com/saude/noticias/aumenta-numero-de-mulheres-que-sofrem-infarto-em-sao-paulo-20110524.html

26. http://www.unimedvsf.com.br/secao_unimedvsf/noticia.php?id=537

27. http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal94/qualidade_vida_rh.aspx

28. http://grupopapeando.wordpress.com/2010/04/17/diferencas-entre-o-cerebro-feminino-e-o-cerebro-masculino/

29. http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-42302002000400028&script=sci_arttext

30. http://www.lemeinstituto.com.br/index.html

31. http://www.uscs.edu.br/simposio_congresso/congressoic/trabalhos.php?id=0080&area=ADMINISTRA%C7%C3O%20,%20ENGENHEARIA%20,ARQUITETURA%20E%20OUTROS

32. http://business.blogs.cnn.com/2011/07/12/where-do-the-world%E2%80%99s-most-stressed-women-live/

33. http://noticias.r7.com/saude/brasil-e-segundo-pais-com-maior-nivel-de-estresse-do-mundo-mostra-pesquisa-04102012

  

 

 

 

 

 

4 Responses to “Mulheres, Fibromialgia e outras doenças”

  1. claudia disse:

    FANTÁSTICO, PAULO. SEU TRABALHO APRESENTA OS PONTOS CRUCIAIS, QUE TAMBÉM VEJO COMO CONSEQUENCIA, DO DESAJUSTE FEMININO FACE A NOVA POSIÇÃO DIANTE DO MUNDO “MODERNO”.
    PARABÉNS!

  2. Gabriela Hurtado da Silva disse:

    Gostei muito do texto e fiquei feliz, somos realmente educadas para competir com os homens e com os próprios limites e acredito que isso tem colaborado significadamente para afastar homens e mulheres, e mais, como esse continua sendo o único modelo de continuaçäo da espécie, é preocupante rs… Mas sou otimista e acredito no despertar do feminino de cada mulher, tenho feito este percurso e realmente é libertador! grande abraço!

  3. Gabriela Hurtado da Silva disse:

    Gostei muito do texto e fiquei feliz, somos realmente educadas para competir com os homens e com os próprios limites e acredito que isso tem colaborado significantemente para afastar homens e mulheres, e como esse continua sendo o único modelo de continuaçäo da espécie, é preocupante rs… Mas sou otimista e acredito no despertar do feminino de cada mulher, tenho feito este percurso e realmente é libertador! grande abraço!

  4. heides disse:

    Parabens Dr. Paulo pelo texto esclarecedor, pois passo por tudo isto e estou sofrendo muito, principalmente porque é dificil fazer um diagnostico desses, são varias consultas a varios medicos e medicamentos sem sucesso. Uma vez ouvi de um medico que tinha fibromialgia e que teria que conviver com isto, é insuportavel minha vida esta acabando, e manter familia,trabalho e ainda cuidar de nos mesmas é dificil. Obrigado por ter me ajudado a compreender melhor minha situação.Abraços e que Deus o abençõe. Heides

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