nav-left cat-right
cat-right

Ciência Maluca

O título desta página diz muito sobre meu conceito da “infalibilidade científica” e da Ciência como “dona da verdade”, tentando substituir a Religião em igual intensidade e poder!  “Hoje predomina a crença de que somente a ciência proporciona a verdade objetiva. Ela é a nova religião”.1

Na página 30 do meu livro escrevi: “Um cientista da ciência comum é um “solucionador de problemas”. Ele aceita o paradigma como verdadeiro e não tem nenhum interesse em testar sua validade, inclusive investindo consideravelmente na preservação de suas hipóteses básicas.” (Este capítulo pode ser lido na íntegra nas páginas [http://drpaulomaciel.com.br/as-filosofias/paradigmas/].

E recentemente um professor de psicologia demonstrou isso em suas pesquisas:

O cientista que estuda cientistas2

 

Professor Kevin Dunbar

Professor Kevin Dunbar

O professor de psicologia Kevin Dunbar queria entender como pesquisadores chegam a conclusões científicas. Passou um ano nos laboratórios da Universidade Stanfors, nos EUA. O que ele descobriu? Que cientistas adoram formular teses – mas odeiam quando elas fracassam. E que a ciência ignora descobertas acidentais capazes de revolucionar nosso conhecimento.

Centistas iniciam pesquisas com uma tese e depois fazem testes para comprová-la. Qual o problema disso?

O problema é que os cientistas definem um objetivo, e esse objetivo bloqueia a conside­ração de outras hipóteses. Pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Uma proteína que “não deveria” estar lá, por exemplo. Quando isso acontece, os cien­tistas refazem o experimento mudando detalhes, como a temperatura, esperando que o dado estranho desapareça. Só uma minoria investiga os resultados inesperados.

Por quê?

Se você está comprometido com uma teoria, a tendência é ignorar fatos inconsistentes com ela. Pode ser que você nem repare em um dado inesperado. A explicação para isso está no cérebro. Há informações demais à nossa volta, e o cérebro precisa filtrá-las. Dados “estranhos” nem serão memorizados. Essa é uma das funções de uma região cerebral chamada córtex pré­-frontal dorsolateral: suprimir informações indesejadas.

Mas como saber qual dado estranho merece atenção e qual não merece?

O bom cientista sabe que tipo de dados seguir. Ele dirá: “Hum, isso é interessante, vamos por aqui”. Outros cientistas não mudarão de rumo. Experimen­tos custam tempo e dinheiro, e eles não vão se arriscar em nome de algo que não conhecem. Em geral cientistas precisam decidir entre fazer os experimentos de baixo risco, que garantem emprego e publicações, e os de alto risco, que provavelmente não vão funcionar, mas podem render descobertas relevantes.

Então o processo científico é parte do problema?

Sim, ele faz os cientistas se preocuparem só em publicar. Assim, 90% dos cientistas apenas mudam uma variável de um velho experimento e o publicam de novo. Alteram detalhes, sem fazer descobertas que realmente contribuam para o conhecimento.

Como fomentar descobertas acidentais?

Com diálogo. Na ciência, o raciocínio é feito em conjun­to. É nas conversas que o raciocínio espontâneo ocorre. E isso pode ajudar o cientista a mudar de idéia sobre um resultado. Por isso a diversi­dade do grupo de cientistas é crucial. É importante ter gente na equipe que tenha vindo de faculdades diferentes, por exemplo. Também é bom ter homens e mulheres no grupo.

Que descoberta o mundo teria perdido não fosse o fracasso de uma tese?

O Viagra. Ele foi inicialmente desenvolvido para problemas do coração. No fim dos testes, a condição cardíaca dos voluntários não melhorou, mas eles não quiseram devolver a droga. Por quê? Os cien­tistas prestaram atenção no resultado inesperado – e hoje o Viagra é usado globalmente para combater a impotência sexual Os cientistas, que acha­vam que o experimento havia falhado, fizeram uma impor­tante descoberta acidental.

Estas pesquisas do professor Kevin Dunbar são brilhantes no sentido de questionar a infalibilidade científica porque praticamente todas as escolas do pensamento científico atual tendem a aceitar a história da ciência como um desenvolvimento linear, com gradual e constante acúmulo de conhecimentos sobre os fenômenos naturais, culminando sempre na somatória dos dados e na conclusão momentânea da resultante obtida.

Entretanto, os recentes questionamentos epistemológicos de grandes cientistas que serão aqui citados mostram que a história da ciência está longe da linearidade, e que apesar de toda sua aparente evolução, ela não descreve a realidade de forma acumulativa cada vez mais profunda e verdadeira. Inclusive a própria noção da realidade está em julgamento! Grof escreve que os cientistas não lidam com a verdade (no sentido de correspondência exata entre a descrição e os fenômenos descritos) – eles lidam com descrições limitadas e aproximadas da realidade.

Popper demonstra isto de forma bem clara e didática:

A Física se vale do método experimental, isto é, introduz controles artificiais, provoca isolamento artificial e, assim, assegura a reprodução de condições similares à que deseja estudar e garante a conseqüente produção de certos efeitos. Esse método se baseia, claramente, na idéia de que, onde haja condições semelhantes, coisas semelhantes ocorrerão. O historicista afirma que este método não é aplicável em Sociologia. E, ainda que fosse aplicável, não seria útil, pois, como condições similares só se manifestam dentro dos limites de um mesmo período, o resultado experimental seria sempre de alcance muito limitado. Além disso, a artificialidade do isolamento eliminaria exatamente os fatores que em Sociologia são de maior relevo.3

Kuhn definiu as pesquisas científicas como sendo “um esforço dedicado e extenuante para forçar a natureza em compartimentos conceituais fornecidos pela educação profissional”. Enquanto o paradigma for considerado verdadeiro, somente serão considerados legítimos os problemas que tenham solução viável, enquanto as inovações são suprimidas e consideradas subversivas em relação a seus compromissos básicos. Os paradigmas possuem, assim, um poder de afirmar o que é a realidade e de definir o campo dos problemas que podem ser abordados, determinando seus métodos e estabelecendo os critérios-padrões de solução. Eles adquirem seu status porque são mais bem sucedidos que seus competidores na resolução de alguns problemas que o grupo de cientistas reconhece como graves; é, em grande parte uma promessa de sucesso que pode ser descoberta em exemplos selecionados e ainda incompletos.

A ciência normal busca fundamentalmente solucionar quebra-cabeças e seus resultados geralmente são antecipados pelo paradigma vigente. Para ser classificado como quebra-cabeça, não basta ao problema possuir uma solução assegurada, mas também deve obedecer a regras que limitam tanto a natureza das soluções aceitáveis como os passos necessários para obtê-las. É por isso que a pesquisa normal parece ser cumulativa: os cientistas selecionam apenas os problemas que podem ser solucionados pelos instrumentos conceituais e tecnológicos já existentes, além de aceitarem apenas os conhecimentos que corroboram seus critérios de verdade. Assim, a ciência normal não tem como objetivo trazer à tona novas espécies de fenômenos, sendo que os que não se ajustam aos limites do paradigma freqüentemente nem são vistos.

Novas descobertas só podem surgir se o paradigma atual estiver fracassando em explicar os fenômenos emergentes, gerando o que Kuhn chama de “consciência da anomalia” nos seus pesquisadores. Uma teoria realmente nova e radical muda regras básicas, requer revisões e reformulações nos pressupostos fundamentais da teoria anterior, e envolve uma reavaliação dos fatos e observações existentes. Estas são as verdadeiras revoluções científicas, que podem ocorrer em campos limitados ou influenciar várias disciplinas diferentes. São exemplos destas mudanças a transição da física aristotélica para a newtoniana e desta para a de Einstein, assim como os sistemas geocêntricos ptolomaicos para a astronomia de Copérnico e Galileu. Todas estas mudanças históricas exigiram a rejeição das teorias científicas amplamente aceitas na época, e uma redefinição drástica dos problemas existentes e importantes para a exploração científica, além de redefinirem o que deveria ser considerado como problema admissível e quais os critérios de solução legítima de um problema.

Isto significa que os “pequenos cientistas” são continuadores da crença científica vigente e os “grandes cientistas” são aqueles que têm coragem suficiente para dizer “não” às verdades oficiais da ciência e que conseguem quebrar os paradigmas vigentes, mesmo colocando em risco sua reputação intelectual e sua saúde mental…

A ciência está neste momento numa grande crise, semelhante à crise econômica do capitalismo, mas ainda sobrevive graças à hegemonia do pensamento oficial dominante… Temas como o Genoma Humano, a Matéria Escura, a Epigenética e as teorias dos Multiversos são profundamente interessantes e mostram o impasse que estamos enfrentando atualmente, temas que vou postar em breve neste site.

Este estado de crise relembra os sentimentos de Einstein: “Todas as minhas tentativas para adaptar os fundamentos teóricos da física a esse novo tipo de conhecimento fracassaram completamente. Era como se o solo debaixo de meu pés tivesse sido retirado, sem que nenhum fundamento firme, sobre o qual se pudesse construir, estivesse à vista”. Em crise semelhante, Wolfgang Pauli escreveu a um amigo: “No momento, a física está mais uma vez em terrível confusão. De qualquer modo, para mim é muito difícil. Gostaria de ter-me tornado um comediante de cinema ou algo do gênero e nunca ter ouvido falar de Física”.4

Concluindo estes interessantes questionamentos, vou anexar abaixo alguns estudos de saúde que a Revista Superinteressante publica sob o título “Ciência maluca”, justamente por saírem dos padrões formatados das pesquisas científicas ditas “sérias”. São temas aqui colocados com o objetivo de reflexão e de umas boas risadas; parabéns, Thiago Perin, pelo seu trabalho! Então, vamos lá!

CIÊNCIA MALUCA

TER FILHOS HOMENS FAZ MAL À SAUDE5

O nascimento de uma menina faz com que seus pais fumem e/ou bebam 14% menos. Já a chegada de um menino tem o efeito oposto. É essa a conclusão de um estudo feito por 3 universidades americanas, que aponta uma possível explicação: os meninos são mais rebeldes e dão mais trabalho.5

PESSOAS DE DIREITA DORMEM MELHOR6

Pesquisadores da Universidade John F. Kennedy, nos EUA, entrevistaram 234 pessoas e concluíram que quem se considera de direita dorme mais tempo e mais profundamente do que as pessoas de esquerda – que têm o sono mais agitado e sonhos mais bizarros (a maior parte deles envolvendo mortos-vivos e relações sexuais).

DIABÉTlCOS SENTEM MENOS COMPAIXÃO6

Um estudo de pesquisadores dos EUA e da Noruega sugere que a efi­ciência com a qual o corpo metaboliza a glicose afeta a disposição em perdoar as pessoas. Em 4 testes, portadores de diabetes tipo 2 foram mais cruéis do que os não diabéticos: além de cooperar menos com os outros participantes, eles apresentaram maior dificul­dade em perdoar ofensas.

ANTIDEPRESSIVO FAZ CAMARÃO SE SUlClDAR6

Para fugir dos predadores, os camarões costumam nadar em direção aos cantos mais escuros da água. Mas, num estudo da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, camarões expostos à fluoxetina (princípio ativo do Prozac) ficaram eufóricos e passaram a nadar em direção à claridade. Resultado: viraram presa fácil de peixes e pássaros.

TIRAR SONECAS PODE SER FATAL7

Num estudo feito com 4 mil idosos durante 4 anos, cientistas america­nos constataram uma taxa de mor­talidade 200% maior entre os velhi­nhos que tinham o hábito de cochilar durante o dia. Segundo os pesquisadores isso acontece por­que os adeptos da sesta se exerci­tam menos e são mais obesos.

­­

VIDEOGAME TRAZ SONHOS MELHORES8

Segundo psicólogos da Universidade de Grant MacEwan, no Canadá, pessoas que jogam videogame têm mais chance de ter sonhos lúcidos – ­aqueles em que você controla o conteúdo. Comparado a quem não joga, o povo dos jogos também tem menos pesadelos. E quando tem, são até divertidos, como num game.

O site da Superinteressante traz ainda um blog com o mesmo título “Ciência maluca”, coordenado pelo Thiago Perin. Aí vão mais alguns exemplos de seu trabalho. Quem quiser ler mais, procure no endereço dele [http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/]:

Iniciais do seu nome dizem quando você vai morrer9

É, eu nome pode te matar. “A atitude de uma pessoa sobre si mesma, assim como o tratamento que ela recebe dos outros, pode ser afetada (de forma pequena, mas mensurável) por conotações positivas ou negativas associadas ao seu nome”, começa um estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA). “Se nomes afetam atitudes e atitudes afetam a longevidade, então indivíduos com iniciais ‘positivas’ – como G.O.D. (Deus), H.U.G. (abraço), W.I.N. (vencer) e J.O.Y. (alegria) – podem viver mais do que aqueles com iniciais ‘negativas’ – como P.I.G. (porco), S.A.D. (triste), A.S.S. (bunda) e D.I.E. (morrer)”.

A partir de atestados de óbito de mortos na Califórnia entre 1969 e 1995, eles isolaram 2287 homens com as tais iniciais negativas e 1200 com iniciais positivas. Pós-análise, viram que os das boas iniciais viveram, em média, 4,5 anos a mais do que a média de longevidade geral, enquanto os com iniciais negativas morreram 2,8 anos mais jovens. Entre as mulheres, o efeito foi mais leve: um extra de 3,3 anos no grupo positivo e nenhuma mudança no negativo.

Parece loucura? Mas é sério. “Esse fenômeno não pode ser explicado como sendo efeito de gênero, raça, ano de morte, situação socioeconômica nem negligência dos pais”, os caras asseguram. Para explicar, sugerem que ter iniciais positivas afasta a pessoa das causas de morte “com componentes psicológicos óbvios”, como suicídios e acidentes (no caso, acidentes causados por descuido, “falta de amor pela vida”). E aí, as suas iniciais são seguras?

Quem é infeliz na infância vive mais10

A gente sempre ouve por aí que ser feliz faz bem à saúde e que a alegria é o segredo da vida longa. Mas um estudo norte-americano vai contra a corrente e aponta que ser feliz – na infância, pelo menos – não é dos melhores cenários.

Os pesquisadores (das universidades da Califórnia, de La Sierra e de Nova Iorque) traçaram um paralelo entre o “índice de alegria” registrado na infância e a longevidade de 1.215 homens e mulheres, que começaram a ser acompanhados em 1922 (por outra equipe, lógico).

E os resultados (apesar de os caras ressaltarem que o papo é complicado e ainda precisa ser mais estudado; então, vamos com calma) foram bem impactantes: as pessoas cujo “índice de alegria” registrado aos 10 ou 11 anos de idade ultrapassava o 75 (numa escala de 0 a 100, sendo 0 = totalmente infeliz e 100 = mais feliz, impossível) mostraram-se “21% mais propensas a morrer a qualquer momento” do que os voluntários cujo o tal índice parava no 25.

“Nossa pesquisa sugere que crianças alegres tornam-se adultos mais descuidados com a própria saúde”, dizem os pesquisadores – o que cortaria fácil, fácil uns anos de vida. Entre os voluntários, os que foram happy kids tenderam a fumar e beber mais na vida adulta, além de mostrarem maior interesse em hobbies e atividades de risco (eles não detalham quais).

Quanto mais você estuda, menor o risco de ter pressão alta11

Com conselhos tipo esse, ele deve fazer um baita sucesso com as mães. Especialista em estudos sobre felicidade, saúde e bem-estar (ele foi um dos que contaram para a gente que ter filhos homens faz mal à saúde – ok, essa é melhor esconder das mamães), o pesquisador Nattavudh Powdthavee, da Universidade de York, no Reino Unido, analisou dados da Health Survey for England, uma pesquisa anual sobre a saúde do povo da Inglaterra, e descobriu que cada ano acadêmico que um indivíduo completa reduz entre 7 e 12% a sua probabilidade de sofrer com pressão alta. O porém é que, aparentemente, só entre os homens. Por que o efeito não foi percebido nas mulheres, ele não sabe. E, na verdade, também não sabe ao certo por que acontece no sexo masculino. Uma hipótese é que pessoas que pensam muito no futuro (e planejam uma aposentadoria tranquila, por exemplo) naturalmente invistam mais nos estudos e cuidem melhor da própria saúde. Mas, segundo Powdthavee, “pesquisas mais profundas devem ser feitas” antes de qualquer coisa.

Colesterol faz bem para a memória 12

Exagere no bom colesterol. É o que diz uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional Francês de Estudos Médicos. Eles descobriram que níveis baixos de HDL, o bom colesterol, estão ligados diretamente com a perda de memória, ou demência.

Os estudiosos entrevistaram 3.673 pessoas aos 55 anos e seis anos depois. O teste, repetido durante os dois encontros, era simples: dizer o maior número de palavras em uma lista com 20, depois de olhar para ela por alguns segundos.

Aqueles com o nível baixo de colesterol bom tinham um aumento de 27% na perda de memória. No segundo teste, onde os entrevistados já tinham mais de 60 anos, o risco era ainda maior, 53%.

Os cientistas não sabem o que o HDL faz para atuar em prol da memória, mas eles suspeitam que isso seja um reflexo dos derrames causados pela falta ou baixo índice desse colesterol. O HDL forma uma classe de lipoproteínas que carregam o colesterol dos tecidos do corpo para o fígado, para ser excretado. Ele também diminui o risco de ataques do coração e ajuda na maturação das sinapses entre as células nervosas.

Quer evitar ter grandes problemas com a memória, o coração, as artérias… etc: coma gorduras mono ou poli saturadas, como óleo de oliva, milho, soja, girassol e outros. Esses alimentos ajudam na produção da proteína.

Homens “afeminados” têm menos problemas de coração 13

Pesquisadores do Reino Unido acharam um bom motivo para os machões pensarem em desenvolver um pouquinho mais a sensibilidade. No estudo, Kate Hunt, Heather Lewars, Carol Emslie e David Batty cruzaram dados sobre a saúde cardíaca com os níveis de “masculinidade” e “feminilidade” de 1.551 voluntários. Esses índices foram previamente “calculados” em 1988, segundo um critério que considerou predominantemente masculinos traços de personalidade como agressividade, liderança e disposição em correr riscos;  e femininos aspectos como delicadeza, sensibilidade às necessidades alheias e gostar de crianças. Até 2005, 13% dos participantes homens tinha morrido em decorrência de problemas cardíacos – condição à qual aqueles com maior nível de “feminilidade” se mostraram menos vulneráveis. “Os resultados sugerem que as construções sociais de gênero têm influência sobre o risco de problemas de saúde. No caso, de coração”, diz o estudo.

Mulheres que bebem são mais saudáveis 14

Mulheres que bebem álcool regularmente são mais saudáveis, descobriu um estudo publicado no jornal americano Archives of Internal Medicine. De acordo com a pesquisa, o álcool evita o desenvolvimento de doenças relacionadas com a pressão e o coração.

Os pesquisadores entrevistaram 320 mulheres entre 35 e 69 anos que já haviam sofrido um ataque do coração e as compararam com 1.565 mulheres saudáveis da mesma idade. Além de questionadas sobre a quantidade de bebida, elas também respondiam sobre o uso de cigarro, dietas, atividade física e qualquer outro fator que influenciasse as doenças.

O resultado: mulheres que bebiam uma vez por dia tinham uma chance 31% menor de desenvolver uma doença do coração ou pressão alta, comparadas com as que bebiam menos do que isso. Entre as que bebiam menos do que uma dose por dia, mas que tomavam um porre de vez em quando, o risco de desenvolver as doenças aumentava em 30%. (Em outro estudo, feito em homens, o consumo regular e diário de álcool aumentou a fibrilação atrial, batimento irregular do coração. O que pode, em alguns casos, resultar em uma parada cardíaca.)

Os cientistas ainda constataram que mulheres que bebem entre duas e três doses de álcool semanalmente são mais divertidas do que as que não consomem nada. A Amy Winehouse que o diga…

  1. Martin Heidegger. Em: “Seminários de Zollikon”, citado em [http://naturalmente.wordpress.com/2007/12/22/frases-de-agnosticos-e-ateus-de-a-a-z-porque-e-natal-essa-colorida-festa-paga/]
  2. Revista Superinteressante – Agosto 2010 p. 36 – Supernovas – Texto de Eduardo Szklarz.
  3. Citado em MACIEL, P. A Revolução da Medicina. 2001. p 25. e [http://drpaulomaciel.com.br/as-filosofias/paradigmas/]
  4. Citado em MACIEL, P. A Revolução da Medicina. 2001. p 30. e [http://drpaulomaciel.com.br/as-filosofias/paradigmas/]
  5. Revista Superinteressante – Agosto de 2010 – pg. 24. Texto de Thiago Perin
  6. Revista Superinteressante – Setembro de 2010 – pg. 26. Texto de Thiago Perin
  7. Revista Superinteressante – Outubro de 2010 – pg. 30. Texto de Thiago Perin
  8. Revista Superinteressante – Novembro de 2010 – pg. 24. Texto de Thiago Perin
  9. http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/iniciais-do-seu-nome-dizem-quando-voce-vai-morrer/
  10. http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/quem-e-infeliz-na-infancia-vive-mais/
  11. http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/category/saude/
  12. http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/colesterol-faz-bem-para-a-memoria/
  13. http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/homens-afeminados-tem-menos-problemas-de-coracao/
  14. http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/mulheres-que-bebem-sao-mais-saudaveis/

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *